Terça-feira, Julho 5, 2022
Terça-feira, Julho 5, 2022

Alcobacense parte para a Guiné em missão humanitária

Data:

Partilhar artigo:

A alcobacense Manuela Fróis parte em julho para a Guiné-Bissau para uma nova experiência de voluntariado, atividade que a atraiu pela primeira vez em 1980. Desde então, a médica dentista apaixonou-se pela missão de “apoiar aqueles que tão pouco têm”.

A alcobacense Manuela Fróis parte em julho para a Guiné-Bissau para uma nova experiência de voluntariado, atividade que a atraiu pela primeira vez em 1980. Desde então, a médica dentista apaixonou-se pela missão de “apoiar aqueles que tão pouco têm”.

Queria ser professora de Português, mas numa família em que o matriarca era dentista, a alcobacense não teve outra alternativa a não ser iniciar estudos para seguir a carreira do pai. “Não queria seguir a área da saúde e acabei por embarcar para Moçambique, país que à data se encontrava em confronto, para ensinar português”, recorda a alcobacense. A aventura que deveria ser uma forma de “bater o pé” face à decisão do pai, acabou por se tornar numa das suas maiores lições de vida. “Quando regressei a Portugal, sabia que tinha de fazer algo verdadeiramente significante para apoiar estas comunidades”, relembra. 

Em 1994, formou-se como médica dentista com a ambição de usar a licenciatura para um “bem maior”. Seguiu-se uma pós-graduação em Paris, que apoiou a decisão de realizar ações preventivas junto das crianças. Anos mais tarde, em 2008, rumou novamente ao continente africano, desta vez para a ilha do Fogo, em Cabo-Verde, no âmbito de uma ação da “Mundo a Sorrir”, Organização Não Governamental (ONG). A médica dentista teve um papel ativo na educação de higiene oral dos nativos, realizando consultas e apoiando aquela comunidade.

Em dois meses, Manuela Fróis, que abandonou o emprego numa clínica em Lisboa para embarcar nesta aventura, irá unir-se a outros voluntários que partem para a Guiné-Bissau para trabalhar em áreas da saúde, saúde oral e em estilos de vida saudável junto das populações em situação de vulnerabilidade socioeconómica. “Atualmente, a Guiné-Bissau tem apenas um médico dentista e este dado revela a necessidade de apoio desta comunidade”, sublinha. 

Falar a língua nativa e conhecer, o melhor possível, a comunidade que irá ingressar por tempo indefinido é uma das maiores preocupações da médica. “Falar a língua, mesmo que o básico, é o mais importante. A dificuldade que eles têm em entender termos técnicos é muito semelhante àquela que temos em perceber alguns termos locais e esta dificuldade ajuda a criar laços”, confessa.  Consciente das dificuldades que irá enfrentar, a alcobacense está determinada em enfrentar os desafios e a apoiar, dentro das suas possibilidades, os guineenses. 

“Parto para continuar o sonho de apoiar a sociedade mais deterioradas. Afinal foi para isso que me formei nesta área”, conclui, com um sorriso.

AD Footer
spot_img

Artigos Relacionados

Colisão entre motociclo e veículo ligeiro provoca um morto na Nazaré

Um homem, de nacionalidade inglesa, morreu esta segunda-feira na Nazaré, na sequência de uma colisão entre um motociclo...

Uma “tasca” em alta rotação movida a gasolina e… caracol

Costuma dizer-se que quem anda à velocidade do caracol não chega propriamente rápido ao destino. Mas, por paradoxal...

Jovem detido por furto a residência em São Martinho do Porto

Um jovem de 25 anos foi detido, no dia 29 de junho, por furto em interior de residência...

Duas empresas de Alcobaça distinguidas como “Gazela 2021”

A construtora A.B. Inácio, LDA, sediada na Benedita, e a fabricante HC - Caixilharia LDA, localizada na Cela...

Aceda ao conteúdo premium do Região de Cister!