Quinta-feira, Outubro 15, 2026
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Confeções ZIN preserva tradição da alfaitaria em Alcobaça

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Na Rua Vasco da Gama, em Alcobaça, há um negócio que resiste à erosão do tempo. A Confeções ZIN abriu as portas há 42 anos e mantém viva a tradição da alfeiteria na cidade, sendo mais uma “Casa com história” da nossa região, cuja história merece ser contada.

Na Rua Vasco da Gama, em Alcobaça, há um negócio que resiste à erosão do tempo. A Confeções ZIN abriu as portas há 42 anos e mantém viva a tradição da alfeiteria na cidade, sendo mais uma “Casa com história” da nossa região, cuja história merece ser contada.

António Campos Francisco é o proprietário resistente. Tem 78 anos, nasceu em Évora de Alcobaça, e emigrou para a Alemanha em 1966, depois de dois anos em Timor, onde cumpriu o serviço militar, para trabalhar numa empresa de fiação e tecidos. Cinco anos depois, veio de férias a Portugal e conheceu a futura mulher na… Feira de São Bernardo. “Em dezembro já a tinha pedido em casamento”, recorda o alfaiate, que aprendera o ofício em várias casas em Alcobaça e desenvolveu a arte em terras germânicas.

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Com o nascimento do primeiro filho, as prioridades da família mudaram. António Francisco decidiu, então, deixar a empresa onde trabalhava, adquiriu várias máquinas e estabeleceu-se em Alcobaça com uma loja que ajudou a vestir (bem) muitos alcobacenses ao longo de quase cinco décadas. E o nome Confeções ZIN também tem uma explicação, pois traduz uma “expressão típica” dos alemães.

“O começo não foi nada fácil, mas graças à minha esposa, Isabel, conseguimos servir sempre bem os clientes. Ela é uma modista de grande qualidade e conseguimos estar sempre adaptados às tendências”, assume o alfaiate, que teve clientes exclusivos. “Tínhamos professoras que eram vestidas pela minha mulher. Eu sabia cortar, mas ela tinha um jeito especial para fazer as peças”, refere António Francisco, que chegou a ter cinco funcionárias. Hoje em dia, tem apenas uma funcionária “dedicada”, porque a procura diminuiu bastante. 

“Os clientes já não procuram roupa clássica. Cheguei a ter centenas de saias em exposição e vendíamos tudo, mas hoje em dia nada é como dantes”, reflete o comerciante, cuja atividade, por estes dias, é mais destinada às emendas e arranjos de peças de roupa.

Quem tem a sorte de entrar no armazém das Confeções ZIN depara-se com um autêntico museu, tantas são as máquinas de costura, os ferros de engomar e equipamentos com muitos anos de atividade ali expostas. Mas é a arte de António e Isabel que continua a preservar a tradição da alfaitaria na cidade.

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