Segunda-feira, Dezembro 5, 2022
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Dê lugar ao amor na terra de paixão

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Alcobaça não se visita, simplesmente. Vive-se. É a cidade entre a serra e mar, onde todos somos convidados a “Dar Lugar ao Amor”.

 

O berço de Alcobaça é no Mosteiro de Santa Maria, onde os amantes D. Pedro e D. Inês de Castro continuam a captar a atenção de milhares de turistas, não fosse esta uma das mais intensas e trágicas narrativas de amor de Portugal. Tal com a história destes dois apaixonados, separados pela intriga e inveja, também a construção do Mosteiro de Santa Maria em Alcobaça combina factos e lendas. Considerada uma das mais importantes abadias cistercienses europeias, classifica pela UNESCO com Património Mundial, não deixa ninguém indiferente. Constituído por um conjunto monástico inigualável, o Mosteiro de Alcobaça apresenta diferentes estilos artísticos: barroco, gótico, manuelino e neogótico. Todos eles presentes em plena harmonia entre si.

Mas os pontos de interesse não se esgotam no monumento Património da Humanidade. Há vários outros motivos de atração, de diferentes géneros e para todos os gostos.

Após a incontornável visita ao Mosteiro de Alcobaça, suba em direção ao Castelo. Não se deixe “desmotivar” pelo aspeto do espaço, porque a vista é simplesmente deslumbrante. Em posição dominante a noroeste sobre a povoação, das suas ruínas tem-se uma bela vista sobre a cidade, inclusive o seu famoso Mosteiro, os campos envolventes e a Serra dos Candeeiros. Uma experiência totalmente gratuita.

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E como o saber não ocupa lugar, o Museu Raul da Bernarda é também um local a visitar neste roteiro. O espaço museológico, que visa manter viva a memória de mais de 135 anos de atividade cerâmica da família Raul da Bernarda, divide-se em duas exposições: “Os Trajes do Rancho do Alcoa, alusivos à louça de Alcobaça” e “Coleção de Cerâmica Raul da Bernarda”.

Siga caminho em direção àquele que é considerado o maior e mais completo Museu do Vinho português. O Museu do Vinho de Alcobaça possui o acervo museológico mais completo do País na temática vitivinícola, abrangendo aspetos da cultura material do vinho de inquestionável valor histórico, científico, industrial e etnográfico que vão do século XVII ao advento do século XXI. Aprendida a lição, eis que chega a hora de degustar da iguaria. Os vinhos de Alcobaça têm conquistado o paladar dos portugueses e não só. O néctar produzidos pela Quinta dos Capuchos e pela Adega Cooperativa de Alcobaça tem arrecadado vários prémios ao longo dos anos. O segredo? Há quem diga que está no solo e quem acredite que é a dedicação dos produtores da região. Mas se o paladar pede algo mais doce, a Ginja S. M.R., produzida pela empresa David Pinto & Companhia é a escolha certa.

Não “viveu” a cidade de Alcobaça se não deambular pelas ruas e se deixar apaixonar pelas montras embelezadas com os artigos de cerâmica e com as peças de chita. Na “Made in Alcobaça”, em frente ao Mosteiro, há peças de autor inspiradas nos padrões das chitas.

 

Alcobaça além do Património Mundial

Começar a viagem a Sul significa entrar descalço com os pés na areia. A praia de São Martinho do Porto tem provavelmente a mais bela baía do País, de águas calmas e opção mais do que certa para férias em família e brincadeiras de turistas de palmo e meio. A par da praia, única, a vila tem uma vasta oferta gastronómica e tesouros bem guardados, como o túnel sob o morro de Santo António (na parte superior localiza-se o Farol) e as famosas “conchas” doces. Na lista de iguarias da região não podia faltar o mítico pão de ló, ali bem perto, em Alfeizerão.

O passeio segue ao ar livre na Mata Nacional do Vimeiro, um parque natural com 262 hectares, dos quais mais de 90% são arborizados maioritariamente com pinheiro-bravo. É um local de excelência para piqueniques e para caminhadas bem oxigenadas.

A caminho da cidade de Alcobaça é preciso conhecer as memórias da Cela, onde o ousado general Humberto Delgado fundou a quinta de família, na Cela Velha, e onde há um monumento em sua homenagem inaugurado dois anos depois da Revolução de Abril. Da Cela ao Bárrio é um pulinho, bem justificado para conhecer as ruínas de Parreitas, uma estação arqueológica que poderá ter a sua origem na Idade do Ferro e foi romanizada entre os séculos I a IV d.C.

Aljubarrota, lugar de história, tem vários pontos de interesse, a começar pela vila e os vários monumentos e símbolos da mítica batalha, como a pá de Brites de Almeida – escondida durante o domínio filipino e também durante as Invasões Francesas –, ou as estátuas da padeira e de D. Nuno Álvares Pereira. A visita ao Núcleo de Arte Sacra de Aljubarrota também é de inquestionável interesse. É um espaço que conta com um espólio artístico e religioso de grande valor histórico, cultural e litúrgico incorporado numa exposição permanente na Igreja Paroquial de S. Vicente. 

Rumo ao Norte, no Casal da Areia, o Museu Vista Alegre Atlantis é digno de uma visita, bem como o centro de visitas Atlantis, onde é possível conhecer a história de um dos fabricantes de cristal de maior prestígio do mundo e ter contacto direto com o processo do fabrico do cristal.

Em Coz, a visita ao mosteiro feminino proporciona uma viagem com início no século XIII, quando surgiu o conjunto conventual no qual se integra a Igreja de Santa Maria de Coz. O seu surgimento deve-se ao mosteiro de Alcobaça, que ali teria um conjunto de mulheres devotas que auxiliavam em múltiplas tarefas necessárias ao bom funcionamento do mosteiro. A igreja é, literalmente, um santuário ao barroco. Nela evidenciam-se os vários altares de talha dourada, os revestimentos de azulejo, principalmente da sacristia, e os impressionantes caixotões de madeira que constituem o teto que cobre a nave, o coro, a sacristia e o vestíbulo. As pinturas datam do início do século XVIII.

Do Mosteiro vale a pena subir até à Capela de Santa Rita, nome mais comum atribuído à Ermida do Bom Jesus do Calvário de Coz, situada num monte a cerca de 600 metros da localidade, que permite uma bela vista sobre toda a área em redor. Reza a tradição que uma religiosa do Convento de Coz viu no cimo do monte uma luz. Dirigindo-se a esse local viu uma cruz levantada da terra, que levou para o mosteiro. No entanto, essa cruz voltaria misteriosamente para o local onde apareceu, onde está agora a capela, tendo-se repetido este facto algumas vezes.

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