Sexta-feira, Abril 10, 2026
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U. Turquel é o único clube da região que joga num pelado

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O Campo Relva da Lagoa, em Turquel, só faz juz ao nome quando chove por causa da chuva e da lama porque relva… nem vê-la. A U. Turquel é, aliás, a única equipa da região, e uma das poucas do distrito, onde ainda se pratica futebol num pelado.

O Campo Relva da Lagoa, em Turquel, só faz juz ao nome por causa da chuva e da lama porque relva… nem vê-la. A U. Turquel é, aliás, a única equipa da região, e uma das poucas do distrito, onde ainda se pratica futebol num pelado.

“Quando chove o campo fica cheio de poças e é mais difícil fintar”, confessa o capitão dos benjamins. Santiago Santos admite que preferia “jogar num sintético”. Já o defesa Gonçalo Silva não tem dúvidas que num sintético “aleijava-se menos vezes”. Mais crítico é Guedes, que elenca vários problemas em jogar futebol num pelado: “O piso é constantemente irregular e as pedras nunca estão no mesmo sítio ao ponto de nos jogos os lances poderem sair mal por causa de uma pedra”. Para o capitão dos juniores, jogar num pelado e num sintético significa “uma diferença da noite para o dia”. “Uma receção ou um remate podem sair mal só por causa do piso e por vezes é o suficiente para perder um jogo”, acrescenta o avançado da equipa de juniores, que anseia pela instalação de um relvado sintético. “Há jogadores que se inibem do contacto físico com receio de se aleijarem ou de caírem mal naquele piso. Nos dias de inverno é quase impossível treinar aqui, temos que jogar pelo ar como se fosse futebol de praia”, remata Guedes.

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João Ribeiro, que começou a jogar futebol na U. Turquel, reconhece que “as condições entre um pelado e um sintético ou relvado são totalmente diferentes”. O líder do balneário dos seniores (INATEL), e ex-treinador da formação, revela que já ouviu muitos pais dizerem que só deixam os filhos jogarem na U. Turquel “quando jogarem num campo sintético”.

“O sintético já foi solicitado há vários anos”, recorda ao REGIÃO DE CISTER Fábio Carreira. O presidente do clube confessa que “custa ver os meninos terem uma oportunidade de fazer um golo e a bola sofrer um desvio, impedindo a bola de entrar na baliza”. “É um entrave para crianças e pais este tipo de piso”, salienta. “O facto de saberem que ao efetuarem um passe a bola sai com uma trajetória direta e que não sofre pelo caminho um desvio numa pedra ou num buraco ajuda muito”, nota o dirigente.

O pedido para um novo “tapete” já foi reclamado junto da Câmara de Alcobaça e da Junta de Turquel, mas até à data ainda é aguardada a “luz verde” para uma eventual requalificação do Campo Relva da Lagoa.

Como disse o pequeno Eduardo Pires, capitão dos petizes e de respostas curtas e assertivas, o que interessa é “jogar na U. Turquel”. Pode ser que no futuro próximo o continue a fazer, mas num relvado sintético, já que, como exceção dos iniciados, o clube pretende ter todos os escalões na temporada 2020/2021.

Infraestruturas do clube estão a ser melhoradas

Enquanto não há tapete novo no Campo da Relva da Lagoa, o clube meteu mãos à obra para melhorar as infraestruturas em seu redor. 

“Até ao início da próxima época, e devido a alguns atos de vandalismo que o campo tem sofrido ao longo dos anos, vamos proceder a melhorias na delimitação e acesso do campo a terceiros com a construção de um muro”, revela Fábio Carreira, acrescentando que é “uma obra que será essencial e preparatória à instalação do sintético”.

Nos últimos meses, o campo foi vandalizado, verificando-se sinais de veículos motorizados, e foram feitos estragos em alguns dos espaços do clube. Uma situação lamentável e que o clube deu conhecimento às autoridades competentes.

 

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