Segunda-feira, Abril 6, 2026
Segunda-feira, Abril 6, 2026

Padre desvaloriza críticas nas redes sociais sobre artigo de opinião

Data:

Partilhar artigo:

Um artigo de opinião publicado no quinzenário “O Alcoa” sobre os “livros maus” colocou o pároco da Paróquia do Santíssimo Sacramento de Alcobaça no centro de uma polémica nas redes sociais. Ao REGIÃO DE CISTER, o padre Ricardo Cristóvão desvaloriza as críticas e afirma “estar apenas a citar um santo”.
 

Um artigo de opinião publicado no quinzenário “O Alcoa” sobre os “livros maus” colocou o pároco da Paróquia do Santíssimo Sacramento de Alcobaça no centro de uma polémica nas redes sociais. Ao REGIÃO DE CISTER, o padre Ricardo Cristóvão desvaloriza as críticas e afirma “estar apenas a citar um santo”.

“Que piedade poderá ter um cristão que se ocupa com a leitura de romances ou novelas amorosas? (…) Causam um mal imenso: excitam a sensualidade, inflamam as paixões, que facilmente arrastam consigo a vontade ou, ao menos, a enfraquecem tanto que o demónio já encontra um coração preparado para uma queda desastrosa no abismo do pecado”, escreveu o pároco num espaço de opinião na última edição do jornal. “Se chegar às tuas mãos um tal livro, lança-o imediatamente no fogo”, lê-se ainda.

Região de Cister - Assine já!

Perante tais afirmações, o pároco tem sido alvo de duras críticas nas redes sociais, acusado de promover o “ódio”, “o regresso da inquisição” e a “iliteracia”. O artigo de opinião foi inclusive partilhado no Instagram do humorista Nuno Markl. “Em 1997 era humor e caricatura. Em 2020, é uma crónica séria do pároco de Alcobaça, citando Santo Afonso Maria de Ligório – parecem soar frescas, no século XXI, que nem um Calippo de Verão”, apontou.

No entanto, o padre Ricardo Cristóvão esclarece que o artigo tem “como base uma citação do santo Afonso Maria de Ligório”. “Entendo que aqueles que não têm relação com a igreja sejam contra a opinião de um santo, mas creio que todos temos a capacidade de adaptar a mensagem aos dias de hoje”, argumenta. “Não estou a incentivar queimadas com livros. Apenas recordo essa prática do passado e uso-a como metáfora para o que devemos fazer atualmente, isto é, colocar esses livros de lado”, acrescenta, revelando que não tem por hábito “acompanhar discussões nas redes sociais”.

 

AD Footer

Artigos Relacionados

Grupo H Saúde reforça estatuto com três distinções PME Líder

O Grupo H Saúde voltou a somar reconhecimento empresarial, com a atribuição do estatuto PME Líder a três...

Famalicão pede reforço da resposta educativa na nova Carta Educativa

A Junta de Famalicão defendeu o reforço da resposta educativa na freguesia durante a reunião do Conselho Municipal...

Maria Lúcia Ribeiro levou 97 anos de experiência à EB1 e JI da Martingança

A passagem dos Dias+ do Agrupamento de Cister pela EB1/JI da Martingança ficou marcada por um encontro entre...

Nova Alcobaça reforça aposta na fixação de população

Apresentada como resposta à falta de habitação e à necessidade de fixar jovens no concelho, a Nova Alcobaça...

Aceda ao conteúdo premium do Região de Cister!