Domingo, Março 29, 2026
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Strongman: A “força” de um pescador da Nazaré

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Cresceu a ver o mar na praia da Nazaré e viria a tornar-se pescador. No passado dia 24, voltou a “pescar”, mas desta vez foi o Grand Prix Strongman, na categoria -90 kg, que se realizou em Matosinhos, naquele que foi o maior evento no País a contar para o ranking nacional de Farm’s Walk (caminhada de fazendeiro). 

Cresceu a ver o mar na praia da Nazaré e viria a tornar-se pescador. No passado dia 24, voltou a “pescar”, mas desta vez foi o Grand Prix Strongman, na categoria -90 kg, que se realizou em Matosinhos, naquele que foi o maior evento no País a contar para o ranking nacional de Farm’s Walk (caminhada de fazendeiro).

Fábio Maranhão tem-se vindo a destacar na modalidade, em que os atletas são desafiados a puxar camiões TIR de 16 toneladas, levantar troncos e pedras de mais de 150 quilos, levantar carros ou outro tipo de materiais de peso muito elevado. 

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Na entrega do prémio, o nazareno fez questão de comemorar com o tradicional traje a relembrar a Nazaré e as suas gentes. “Ser pescador além de me dar mais garra dá-me mais força física, destreza e mais capacidade de cardio”, revela o nazareno ao REGIÃO DE CISTER, recordando o seu passado.

Fábio Maranhão é considerado o “pescador mais forte do mundo” e detém o recorde mundial de Farm’s Walk, em que carregou 160 quilogramas em cada mão numa distância de 20 metros.

Aos 29 anos o nazareno é o atleta português mais internacional de sempre, tendo competido já na Bolívia, Índia e em vários países da Europa, e por várias ocasiões mostrou a sua força na região.

Em 2015 estabeleceu o seu recorde pessoal ao puxar um veículo de 14 toneladas dos Bombeiros de Alcobaça e há três anos, em plena Praça Sousa Oliveira, na sua terra-natal, puxou vários carros com a força dos braços e realizou o desafio de levantar pedras com 120 quilogramas com os olhos vendados, o que não é tarefa acessível para qualquer atleta da modalidade.

Para Fábio Maranhão, uma das provas mais difíceis que teve de realizar foi a do campeonato sul-americano, na Bolívia, em 2017, e em que teve de mostrar a sua garra a… 5 mil metros de altitude. “Foi terrível para os atletas mesmo para os da casa. Sofremos todos vários desmaios devido ao ar rarefeito”, relembra. Ainda assim, o nazareno ficou na 6.ª posição no escalão e arrecadou o prémio de jovem revelação na prova, na qual foi mesmo o mais novo a competir. Pela dificuldade da prova aquele foi um reconhecimento muito “especial” para o atleta.

Desde então, o nazareno, que começou a trabalhar na pesca quando ainda era um rapaz de 13 anos, esteve presente em várias provas e há dois anos ficou no top ten da Champions League Strongman, feito inédito para um português.

Apesar das distinções e reconhecimentos, o nazareno continua a reclamar falta de apoios. “É surreal, não tenho nenhum apoio neste momento”, lamenta. Mas, nem isso o faz perder as forças. Pelo contrário, “só dá mais garra para continuar a lutar” pelo seu País. 

Quanto ao futuro, Fábio Maranhão é perentório: “Quero levar a bandeira de Portugal além fronteiras”, sublinha o atleta, adiantando que o facto de ser o atleta mais internacional lhe permitiu receber já vários convites. Quem tem a “força” de quem vive do mar e daquilo que ele dá, só pode olhar para o futuro com um sorriso. Até porque um “pescador” não se verga à primeira dificuldade e na hora de celebrar não se esquece das suas gentes ou do “seu” Nazarenos.

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