Domingo, Fevereiro 22, 2026
Domingo, Fevereiro 22, 2026

DGPC nega uso de betão nas escadarias do Mosteiro de Alcobaça

Data:

Partilhar artigo:

Escadas em betão por cima da escadaria monumental no Mosteiro de Alcobaça? A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) nega ter feito uma intervenção de betonagem nos degraus de escadaria do Mosteiro de Alcobaça, como acusou a Comissão Política Concelhia de Alcobaça do PS. O assunto fez correr tinta na última semana, mas tudo não passaria de uma denúncia mal informada. 

Escadas em betão por cima da escadaria monumental no Mosteiro de Alcobaça? A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) nega ter feito uma intervenção de betonagem nos degraus de escadaria do Mosteiro de Alcobaça, como acusou a Comissão Política Concelhia de Alcobaça do PS. O assunto fez correr tinta na última semana, mas tudo não passaria de uma denúncia mal informada. 

A intervenção na escadaria, que integra os trabalhos em execução na empreitada de “conservação e restauro da fachada poente e fachada norte rebocada” e cuja obra faz parte de um Pacto de Transparência e Integridade, é justificada pelas “deformações consideráveis” nos degraus e pelas “perdas muito significativas de material pétreo colocando em risco a sua utilização em condições de segurança”. O material que viria a ser usado no revestimento dos degraus é que acabou por causar toda a polémica, que a DGPC condena de “informações falsas”.

Região de Cister - Assine Já!

“Fomos confrontados com a utilização de betão no ‘restauro’ da escadaria monástica ou a construção de uma rampa de acessibilidade na Ala Norte do Mosteiro, qualquer das situações é grave, pois estamos certos que, há outras formas de o executar sem prejudicar o Património”, escreveu o presidente do PS/Alcobaça, em comunicado. Rui Alexandre foi mais longe, classificando de “tamanha atrocidade” a intervenção, sobre a qual pediu “uma explicação urgente”. A explicação chegou dias depois: “Uma vez que a chapa de aço não pode ser colocada diretamente sobre uma pedra instável sem  causar danos e de forma segura para o utilizador, a superfície dos degraus foi regularizada com recurso a uma argamassa de cal e areia separada da pedra por uma manta de fibra geotêxtil, o que permite que, em qualquer altura, possa ser removida – princípio da reversibilidade”, esclareceu a DGPC. De acordo com a mesma fonte, a intervenção vai melhorar as “condições de acesso exterior à nova Portaria-Bilheteira do Mosteiro”, que passará a ser feito por aquelas escadarias.

Mas, antes do comunicado que emitiu, a DGPC tinha desmentido à TVI a utilização de betão na escadaria. Na peça televisiva, o presidente da Câmara também se tinha demarcado de qualquer responsabilidade, acreditando que “estaria tudo a ser feito com todos os critérios exigidos para o efeito”. Os vereadores do PS e do CDS-PP também chegaram a pedir esclarecimentos à DGPC. 

As justificações não foram suficientes para Rui Alexandre, que disse ter pedido uma vistoria à ICOMOS. Num parecer técnico, a Comissão Nacional Portuguesa do Conselho Internacional dos Monumentos e dos Sítios (ICOMOS) validou a intervenção da DGPC, considerando que, ao contrário do que foi denunciado, não se trata de um “atentado ao património”, mas “sim de proteger e garantir a materialidade dos degraus originais, construindo de forma reversível, camadas de desgaste e de proteção que permitam o acesso ao monumento em condições mínimas de segurança”. 

Também a ADEPA, membro convidado do Pacto de Integridade, já reagiu à polémica, pedindo uma reunião com a DGPC, uma vez que após ouvir arquitetos, engenheiros e técnicos de várias áreas ficam “algumas dúvidas”.  

AD Footer

Artigos Relacionados

Atletas da região em grande plano nos nacionais

Foi um fim de semana em grande para os representantes da região nos nacionais de pista curta, que...

Stone Dead anunciam regresso com o lançamento do disco “Milk”

Os Stone Dead estão de regresso com um novo álbum.Depois do sucesso do álbum de estreia “Good Boys”,...

Mr. & Mrs. Bee transforma néctar em ouro líquido

Sabia que existem dois tipos de mel? É verdade: o mel multifloral, que resulta do néctar de várias...

Epadrc promove bem-estar junto da comunidade escolar

A Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Cister (Epadrc), em Alcobaça, tem vindo a desenvolver, ao...

Aceda ao conteúdo premium do Região de Cister!