Sábado, Julho 2, 2022
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Trail: Guilherme Lourenço corre “maratonas” pela natureza

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Começar por revelar quantas horas Guilherme Lourenço (CRP Ribafria) passa, semanalmente, no meio da natureza a andar, a correr, ou simplesmente a “estudar” os terrenos que vai descobrindo seria um bom pontapé de partida.

Começar por revelar quantas horas Guilherme Lourenço (CRP Ribafria) passa, semanalmente, no meio da natureza a andar, a correr, ou simplesmente a “estudar” os terrenos que vai descobrindo seria um bom pontapé de partida.

Mas, a verdade é que até o atleta se “perde” no tempo que já “ganhou” entre serras, vales e riachos.

“Já demorei 38 horas para completar uma prova, mas já estive cinco dias nas montanhas. Um dia grande é ver o amanhecer e o anoitecer”, conta o caldense, de 31 anos, que já conheceu locais únicos em competições de trail pela Europa.

“Já conheci bastantes sítios, cada um com uma beleza distinta, como a ilha da Madeira, a subida ao Pico, vários picos da Europa, Andorra, Chamonix, Vale de Ordesa”, relembra o atleta do CRP Ribafria.

Tudo começou há sete anos, quando a família Serrazina, da Benedita, o desafiou a fazer um trail. “Eles tinham o hábito de realizar o ‘Ultra Treino Ano Novo’ no primeiro sábado do ano e em 2014 participei”, conta.Desde então, o “bichinho” pelo trail começou a crescer.

“Podemos passar mil vezes no mesmo trilho e nunca vai ser igual, porque a natureza está sempre a mudar. É isso que me faz contemplar e regressar a casa feliz”, atira o atleta que não perde uma oportunidade de realizar uma prova. 

“Em 2017 fui com um amigo treinar aos Pirenéus e após um treino de mais de 20 quilómetros de manhã estávamos à procura de um local para tomar banho e dormir.”, recorda. “Ao passar numa vila, vimos um campo com algumas marcações e uma rotunda com uma placa em que se lia ‘Trail’”.

Naturalmente, o que se passou a seguir é fácil de adivinhar. 

Guilherme e o amigo David Quelhas encontraram-se com os elementos da organização da prova, que além de lhes permitir a inscrição ainda arranjou um anexo para dormirem e tomarem um banho antes da prova.

No final dos 35 quilómetros de prova durante a noite, David Quelhas subiu ao topo do pódio e Guilherme Lourenço ficou-lhe logo atrás. 

Para o atleta, a região também oferece condições únicas para as pessoas se “encantarem” na natureza.

“O número de atletas que vão correr para a Serra dos Candeeiros, no Vale da Fonte da Senhora, entre outros, tem aumentado bastante”, nota, destacando os inúmeros “locais bonitos na região”, sobretudo no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros. 

Ainda assim, Guilherme Lourenço acredita que há mais por fazer. “Com as novas tecnologias podemos fazer percursos que outras pessoas já fizeram, por GPS, seguindo um track. Certamente era uma boa solução e sem grandes investimentos”, remata o atleta tefe, que frequentemente se “perde” a contemplar o melhor da natureza.

Sete anos de sucesso no meio da natureza

O gosto pelo desporto de natureza já deu frutos e Guilherme Lourenço não se cansa de somar prestações de destaque.

No ano passado, o atleta triunfou no trail Porto da Cruz Natura e no ano anterior já tinha sido o grande vencedor do Ultra Trail Serra da Freita. 

Além destas conquistas, ficou na 3.ª posição do Ultrail La Covatilla, que decorreu em Salamanca em 2016, e do Axtrail Ultra Trail Aldeias do Xisto, em 2015. 

Em 2017 arrecadou o 4.º lugar da 4.ª edição da prova espanhola “Maratón Alpino Madrileño” e ficou em 8.º na prova “Ronda Dels Cims”, em Andorra. Há dois anos foi 6.º classificado no trail Tres Valles-Sierra De Francia Las Batuecas, em Salamanca.

 

Fotografia: Bruno Abreu

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