Terça-feira, Agosto 16, 2022
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Central-periférica abre portas em Alcobaça a artistas em situação de risco

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Um dos edifícios do centro histórico de Alcobaça está a dar “teto” a artistas internacionais. É ali, mais concretamente nos números 35 e 37 da Rua Dr. José Nascimento e Sousa, que está instalada a “central-periférica”, um centro de residências e investigação artística.

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O espaço pertence à Babel – Organização Cultural, uma associação sem fins lucrativos, em funcionamento desde 2013, que tem como principal objetivo gerar oportunidades de aprendizagem e investigação nos domínios da arte, da arquitetura e do ambiente.

A supervisão está a cargo de Margarida Saraiva, fundadora e presidente da Babel – Organização Cultural, que se encontra a residir em Macau. Ao REGIÃO DE CISTER explicou o projeto que está em curso em Alcobaça. “Uma das principais linhas estratégicas do centro de residências e investigação artística é apoiar o tecido criativo da zona centro-oeste de Portugal, em articulação com outras periferias nacionais e internacionais, afirmando a centralidade das periferias na produção artística e cultural contemporânea”, sublinhou. “Este objetivo será concretizado através de um conjunto de parcerias estratégicas com outras instituições similares, situadas em diversos pontos do mundo”, acrescentou.

O início da atividade da “central-periférica” estava agendado para o ano de 2024, mas a urgência e a necessidade de apoiar artistas no imediato fez com que o projeto avançasse, sendo que, neste momento, o espaço serve de acolhimento a artistas que se encontram em situação de risco.

É o caso de Valeria, Kamilla, Marina, Oleksii e Yehor, cinco ucranianos que ali residem há cerca de um mês. Com áreas artísticas diferentes, que vão da fotografia à pintura, estes jovens do leste europeu beneficiaram da oportunidade que lhes foi dada pela Babel, isto depois de terem feito um registo na plataforma digital “artists at risk” – de onde recebem uma bolsa, o mesmo acontecendo com a Fundação Oriente -, que serve para auxiliar os artistas que se encontram em situação de risco. Cenário no qual se identificam estes cinco jovens, especialmente depois de ter eclodido a guerra na Ucrânia.

Agora, na cidade de Alcobaça, dispõem de uma residência composta por cinco quartos, uma sala, uma cozinha e uma casa de banho, no segundo piso do edifício, sendo que na parte de baixo têm um espaço amplo que utilizam para os trabalhos que têm em curso.

O objetivo passa por dinamizar os projetos e, porventura, através de protocolos com a autarquia, empresas ou escolas locais, fazerem uma demonstração dos seus dotes artísticos. Como está a acontecer com Kamilla, responsável pela exposição “temporary corner”, patente na Central-periférica até 1 de agosto.

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