Terça-feira, Julho 14, 2026
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Maria Amélia Cordeiro eterniza em livro memórias felizes da infância

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Os rascunhos das memórias felizes da infância que Maria Amélia Cordeiro foi escrevendo em prosa e poesia ao longo dos anos foram compilados em livro. “Memórias Soltas”, que assinalou a estreia da ataijense na literatura, foi lançado no passado mês na Granja de Cister, em Alcobaça.

A obra desvenda em primeira mão as histórias que a autora contava aos filhos sobre a família e a vida passada no campo que pretende agora eternizar.

“Estas memórias não têm qualquer ligação umas com as outras. Comecei a escrevê-las à medida em que me ia lembrando e sem qualquer intenção de as publicar”, avança a autora, em declarações ao REGIÃO DE CISTER. “Acabei por realizar um sonho que nem sabia que tinha”, brinca a escritora, que é também conhecida pelos trabalhos de pintura e escultura que tem vindo a expor na região. Apesar de já ter sido incentivada pela família e pelos amigos, foi através de um projeto no âmbito da disciplina “Cultivar Memórias” da Universidade Sénior de Alcobaça que Maria Amélia Cordeiro se sentiu verdadeiramente impulsionada para editar um livro.

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“Mostrei os meus textos ao meu professor Manuel Castelhano que, além de me motivar a partilhá-los, me ajudou a selecioná-los para a publicação”, sublinha a autora.

Filha mais nova de seis irmãos, a enfermeira aposentada relembra em “Memórias Soltas” os tempos passados no lagar do pai, na apanha da azeitona e da ervilha com a mãe e tantos outros momentos marcantes vividos na terra que a viu nascer.

Em destaque no livro está também a casa do século XVIII que foi a sua primeira (e única) morada, cuja fotografia da fachada faz capa da obra literária. No interior, outras fotografias recordam os progenitores, os avós maternos e os irmãos da autora.

Depois de Alcobaça, o primeiro livro de Maria Amélia Cordeiro vai ser apresentado brevemente à comunidade da Ataíja de Cima, com data e local ainda por definir. Também num futuro próximo, será divulgado o hino de Aljubarrota, escrito pela ataijense e musicado por Bruno Santos, que será interpretado pelo grupo Cantibaça.

“Memórias Soltas” poderá vir a ter um segundo volume com a publicação de outras lembranças do passado da artista que continua dedicada à pintura e à escultura, apesar de não ter para já novas exposições em vista.

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