Utilizar ferramentas de comunicação digital de forma eficiente, desenvolver a literacia digital, melhorar a destreza no teclado, adquirir competências de pesquisa e seleção de informação na internet, introduzir conceitos básicos de programação, criar e editar conteúdos audiovisuais e adotar práticas seguras de proteção da privacidade online. Estes são alguns dos objetivos da disciplina complementar de Estudo e Inovação Digital (EID), lecionada aos alunos do 3.º e 4.º ano do Agrupamento de Escolas de Porto de Mós.
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A equipa responsável pela disciplina é constituída por professores do grupo de informática e por docentes de outras áreas com o perfil adequado, procurando estabelecer ligações com conteúdos de Português, Matemática, Estudo do Meio e Inglês. Em declarações ao REGIÃO DE CISTER, Filomena Miguel, coordenadora da equipa, explicou que a disciplina existe há cerca de 11 anos, embora inicialmente se designasse “Iniciação à Programação”. Com o tempo, foi evoluindo para “responder às necessidades sentidas e às mudanças na área digital, sem perder a ligação ao trabalho desenvolvido no Apoio ao Estudo”, contextualizou.
Ao longo do ano letivo, os alunos, entre os oito e os dez anos, aprendem a aceder e a utilizar a plataforma Moodle do agrupamento e o correio eletrónico institucional, realizam exercícios de digitação e desenvolvem competências de pesquisa, seleção de informação e segurança na internet. Para Filomena Miguel, “o trabalho de digitação em teclado constitui já uma preparação para a realização de provas em formato digital”.
O pensamento computacional, a programação e a robótica têm também lugar de destaque. Recorrendo a plataformas educativas como a UBBU, plataforma digital portuguesa criada para ensinar Ciência da Computação e programação a crianças, os alunos criam sequências de instruções, programam percursos e movimentos, testam soluções, identificam erros e reformulam estratégias, desenvolvendo o raciocínio lógico, a autonomia e a capacidade de resolução de problemas.
Nas turmas de Mira de Aire, houve ainda oportunidade para dinamizar algumas aulas com recurso à realidade virtual, proporcionando experiências imersivas relacionadas com conteúdos de outras áreas curriculares. Quando o tempo e as condições técnicas das escolas o permitem, a oferta inclui também atividades de criação digital como stop motion, circuitos em papel, modelação 3D e projetos interdisciplinares.
Neste ano letivo, e tendo em conta a crescente relevância da inteligência artificial (IA) , o tema foi abordado através de atividades adequadas às idades das crianças. “Aprenderam a formular perguntas, analisar respostas, criar conteúdos através de programação em linguagem natural e compreender que a IA pode ser útil, mas também pode apresentar informação incorreta”, explicou a coordenadora.
A recetividade dos alunos é bastante positiva: “A EID é uma oferta complementar de que os alunos gostam muito, sobretudo pelo seu caráter prático, pela diversidade das atividades e pela possibilidade de aprenderem através da experimentação, da criatividade e do contacto com diferentes tecnologias, preparando-os de forma gradual para o mundo digital em que vivem”, rematou.


