A apresentação do novo logótipo da Junta de Alfeizerão parecia um tema pacífico, mas rapidamente se tornou alvo de acesa polémica. Nas redes sociais, as críticas dividiram-se entre os que defendem que “o logótipo antigo era melhor” e os que acusam o executivo de “gastar dinheiro em coisas superficiais”. Contactada pelo REGIÃO DE CISTER, a presidente da Junta, Inês Delgado, esclareceu o alegado mal-entendido, revelando que a autarquia não dispunha, até agora, de nenhum logótipo. O que existia era a heráldica, que continua em vigor e cujo uso permanece obrigatório em toda a documentação institucional. O novo símbolo surge, aponta, como um elemento de comunicação complementar e não como um substituto do brasão. Quanto às acusações de despesismo, a autarca foi categórica ao esclarecer que o logótipo foi uma oferta à Junta.
Sobre o significado da nova imagem, a presidente detalhou os três elementos que a compõem: o castelo, numa referência ao Castelo de Alfeizerão, que lamentou estar esquecido e degradado; a água, que simboliza a proximidade ao mar e aos rios locais, evocando a memória histórica de que a freguesia já “teve mar” no passado; e a planta, que surge como uma homenagem direta à forte tradição e identidade agrícola da região.

