O Agrupamento de Escolas da Benedita dinamizou a 5.ª edição local da Academia Digital para Pais (ADP), uma iniciativa nacional da Direção-Geral da Educação em parceria com a E-Redes, com o suporte científico do Centro de Competência TIC da Universidade de Aveiro. O curso “Segurança e Cidadania Digital”, que arrancou no dia 22 e terminou no dia 30, contou com 20 pais e encarregados de educação inscritos.
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Dirigida a pais e encarregados de educação de alunos do 1.º e 2.º ciclos, a formação teve uma duração total de oito horas, distribuídas por quatro sessões temáticas. A primeira introduziu os conceitos de cidadania digital, as plataformas de ensino e a prevenção ao cibercrime, a segunda focou-se nas redes sociais, na pegada digital e na reputação online, a terceira debateu comportamentos de risco na internet e a quarta abordou notícias falsas, desinformação, plágio e direitos de autor, terminando com a apresentação de serviços de apoio à comunidade. Os conteúdos foram complementados com atividades práticas em família, disponibilizadas numa turma criada na plataforma Google Classrom.
Esta foi já a quinta edição do projeto a nível local, coincidindo com a sexta edição a nível nacional. Segundo a coordenadora do projeto no agrupamento beneditense, Cristina Domingos, o balanço das edições anteriores é “extremamente positivo”, numa caminhada que começou com a dinamização simultânea de dois níveis de formação durante a pandemia, motivada pela necessidade de apoiar as famílias na adaptação ao ensino híbrido e às plataformas digitais.
O percurso passou ainda pela conquista do Selo Academia Digital para Pais, na edição em que o tema da inteligência artificial foi introduzido, e contou ao longo dos anos com o contributo de vários embaixadores digitais, jovens alunos que levaram ao debate a perspetiva da geração mais nova sobre o mundo virtual.
Entre os temas abordados este ano destacaram-se o desenvolvimento do pensamento crítico e da literacia da informação, o combate à desinformação e aos perfis falsos, a questão do plágio e dos direitos de autor no contexto escolar, a conduta ética nas plataformas digitais e nas redes sociais, e ainda estratégias de parentalidade digital positiva, com orientações sobre ferramentas de controlo parental e gestão do tempo de ecrã.
Para a coordenadora do projeto, a formação foi “absolutamente estruturante” para reforçar a ligação entre escola e família na proteção dos alunos no ambiente digital, funcionando como uma “ponte” que permitiu à escola e aos encarregados de educação “falar a mesma linguagem e alinhar estratégias”.
A coordenadora aproveitou ainda para deixar um apelo a outros estabelecimentos de ensino: qualquer agrupamento de escolas pode candidatar-se à Academia Digital para Pais, levando a formação gratuita às famílias da sua comunidade educativa. A iniciativa, sublinhou, foi pensada precisamente para responder às preocupações do quotidiano das famílias face ao mundo digital, pelo que o convite à adesão se mantém aberto a todos os agrupamentos do País interessados em replicar o projeto nas suas escolas.


