Sábado, Junho 13, 2026
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Tome “cuidado” com os desenhos de Alexandre Esgaio

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É psicólogo mas é no desenho que rabisca as melhores histórias. “Tem cuidado quando entrares no meu corpo: só tenho um coração”, nome da exposição que Alexandre Esgaio inaugurou este sábado, na Galeria Municipal Paul Girol, anuncia parte do que o nazareno tem andado a fazer nos últimos anos.

É psicólogo mas é no desenho que rabisca as melhores histórias. “Tem cuidado quando entrares no meu corpo: só tenho um coração”, nome da exposição que Alexandre Esgaio inaugurou este sábado, na Galeria Municipal Paul Girol, anuncia parte do que o nazareno tem andado a fazer nos últimos anos.

“A paixão pela arte começou desde muito cedo, mas nunca investi muito nela. Há uns anos quando nasceu a minha filha decidi apostar e arriscar no desenho e na pintura“, adianta o ilustrador, que já “rabiscou uns sete ou oito” livros infantis. 

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A mostra, que ficará patente até 28 de maio, é composta por várias pinturas, que o autor aplicou em materiais reciclados, como gavetas que encontrou na rua ou skates.  “Quis homenagear a terra, mas sem fazer aqueles trabalhos clássicos da mulher e do pescador nazarenos. Quis fazer uma coisa muito pessoal e mostrar à terra e aos meus amigos o que a Nazaré me fez e ao que cheguei”, sublinhou Alexandre Esgaio, durante a inauguração da exposição, que o “obrigou” a isolar-se do mundo durante um mês, uma vez que todos os trabalhos apresentados foram pensados e criados propositadamente para o efeito.

Mas nem só de exposições se pauta o trabalho do nazareno, radicado em Lisboa. A banda desenhada tem sido, aliás, uma das telas privilegiadas de Alexandre Esgaio, Desempregado Artista e Dona de casa e, por isso, D.A.D.. É exatamente esse o nome que deu à pagina de Facebook, na qual vai publicando as suas criações de banda desenhada, maioritariamente inspiradas nas conversas que tem com a filha de 9 anos. “Comecei a guardar aquelas coisas absurdas que as crianças dizem, até ter decidido transformar essas conversas em banda desenhada”, adianta o artista, que deixou a psicologia clínica, as livrarias e as editoras para se dedicar a tempo inteiro ao desenho. 

Apaixonado por banda desenhada, rock n’roll e pelo mar, admite que “como nunca frequentou nenhuma escola de Belas Artes”, faz qualquer rabisco desde que tenha um lápis por perto. Ele só tem um coração, e pede cuidado a quem entrar, mas convida todos a visitarem a exposição

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