Porto de Mós aproxima-se dos 1.000 milhões de euros de faturação empresarial, mas o futuro da economia local não se joga apenas nos números. A capacidade de adaptação das empresas, a valorização do talento, a inovação contínua e a cooperação entre instituições foram apontadas, no Factory Talks, que decorreu na terça e quarta-feira da passada semana em Porto de Mós, como fatores decisivos para garantir competitividade num contexto económico, industrial e geopolítico cada vez mais incerto.
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A ideia marcou a segunda edição do evento, que reuniu mais de 200 empresários, gestores, líderes, especialistas, académicos e decisores, na Real Factory – Creative Business Hub.
Organizado pelo Município de Porto de Mós e pela consultora criativa CO+K, o encontro promoveu uma reflexão estratégica sobre os desafios que estão a transformar a indústria, a economia e os territórios, com destaque para a internacionalização, sustentabilidade, financiamento, geopolítica, conectividade, indústria 5.0 e desenvolvimento económico regional.
O vereador com o pelouro do Desenvolvimento Económico, Pedro Vala, destacou o peso crescente do tecido empresarial portomosense, sublinhando que os dados mais recentes estimam que o concelho se aproxima dos 1.000 milhões de euros de faturação, dos quais cerca de 25% correspondem a exportações. O autarca acrescentou que, tendo as importações um peso equivalente a cerca de metade das exportações, Porto de Mós se afirma como um dos concelhos que mais contribui para a balança comercial do país. Também o presidente da Câmara, Jorge Vala, defendeu que a sustentabilidade das empresas depende, acima de tudo, das pessoas, “que criam a dimensão de uma empresa sustentável e voltada para o futuro. É nas pessoas que temos de nos centrar, porque são elas que inovam”, considerou o edil.
Já André Duarte Coelho, CEO da CO+K, apontou a adaptação como o grande desafio das empresas, considerando que “as empresas do futuro” serão as que melhor souberem responder à mudança. “Hoje vivemos no ‘caos’”, afirmou, defendendo que a capacidade de falhar, aprender e cooperar será determinante para enfrentar os desafios económicos dos próximos anos.
As Factory Talks incluíram conferências, mesas-redondas, conversas inspiradoras, um safari por três empresas de Porto de Mós e um jantar corporativo com a presença de Gonçalo Regalado, CEO do Banco Português de Fomento, e Pedro Pimpão, presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses..
texto ana ferraz pereira


