Associação de Alpedriz aplica “+ Alternativas Sénior”

Enquanto não é estreado o novo edifício onde vão funcionar as terapias alternativas do projeto “+ Alternativas Sénior”, a Associação de Bem-Estar Social e Recreativa de Alpedriz (ABESRA) “iniciou alguns tratamentos em regime de domicílio”, esclareceu ao REGIÃO DE CISTER a diretora técnica, Rita Baracho.

Atualmente estão a ser beneficiados dez utentes, que recebem em suas casas sessões de musicoterapia, ludoterapia (técnica psicoterápica de estimulação cognitiva), terapia sacro-craniana (que usa as mãos para avaliar e corrigir disfunções no corpo e no sistema sacro-craniano) e terapia visceral (técnica que permite eliminar as tensões e as restrições das vísceras e tecidos), bem como a reabilitação física, através do trabalho de quatro técnicos especializados. 

A par destes serviços, a ABESRA conta com o apoio das equipas médicas e de enfermagem da extensão de Alpedriz da Unidade de Saúde Familiar de Pinhal do Rei.  já tinha dado conta do levantamento efetuado na freguesia. Alpedriz tem uma comunidade envelhecida, com “carência de cuidados e que precisam de uma elevada quantidade de medicação diária”. 

A partir do mês de março, em dia ainda não definido, passará a funcionar o novo edifício contíguo à ABESRA, onde as terapias alternativas serão direcionadas para grupos de 12 utentes de cada vez. Com o projeto, a ABESRA alarga os serviços prestados aos idosos, criando um serviço de apoio noturno para combater o isolamento e uma unidade de respostas alternativas que visa criar melhores condições de saúde e bem-estar neste grupo. A unidade, que vai apresentar um conjunto de terapias alternativas não invasivas, focadas na individualidade de cada pessoa, vai criar também os “Mimos Maria”, para dar importância às pessoas e proporcionar-lhes conforto nas horas de maior silêncio nesta fase das suas vidas.

O projeto inovador, que surgiu para dar resposta às necessidades da comunidade local, resulta de uma candidatura ao programa Portugal Inovação Social, tendo sido aprovado um financiamento total de 464 mil euros (70% Portugal 2020 e 30% Município de Alcobaça). A Câmara é parceira do projeto desde a primeira hora, tendo disponibilizado o edifício onde está a ser implementado o projeto.