BE quer abertura de processo sobre atos do pároco no Mosteiro

A Concelhia do BE/Alcobaça desafiou as entidades competentes a abrir um processo de averiguações ao pároco da Paróquia do Santíssimo Sacramento de Alcobaça de Alcobaça, Ricardo Cristóvão, por atos praticados no interior do Mosteiro de Alcobaça e na igreja da Vestiaria.

Os bloquistas reuniram, há dias, com a diretora do monumento e assumem ter “conhecimento de fortes suspeitas de um largo conjunto de irregularidades na ação dos responsáveis da paróquia”, tendo “ocorrido intervenções sem autorização da tutela e da direção, ou mesmo contra as suas indicações”. Além da colocação da porta de vidro à entrada da capela, “durante a noite e sem o conhecimento da direção e contra o parecer da tutela”, o BE levanta suspeitas de “na noite de todos os santos, em 2014”, ter sido eliminada a “população de pombos no interior da igreja, utilizando armas de fogo, deixando o Mosteiro repleto de sangue”. Além disso, alegam que “a sacristia velha é local de prática de exorcismos com cobrança” e que a “aplicação de velas na sacristia nova e em proximidade de uma importante coleção de estátuas de terracota, com estruturas em talha dourada”, tem gerado “danos patrimoniais”.

O BE/Alcobaça considera, assim, “urgente a tomada de medidas que garantam a segurança deste património, nomeadamente através da limitação e controlo do acesso ao Mosteiro, fora das horas de culto e visita, assim como o apuramento de eventuais responsabilidades pelos danos causados”.

Ao REGIÃO DE CISTER, o padre nega qualquer acusação feita pelo BE, classificando-as de “calúnias com intuito de difamar a Igreja” e a sua “figura pessoal”. “Nenhum dos elementos tentou falar comigo e sinceramente não sei a razão ou o fundamento destas acusações”, adianta o pároco. “Para ver a falta de conhecimento do BE a Igreja está a pagar o restauro das obras de arte do Mosteiro”, acrescenta Ricardo Cristóvão, mostrando-se indignado pelas acusações.