Sábado, Julho 4, 2026
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Centro Escolar de Alcobaça “reinventa” Telescola

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Cativar os alunos para os conteúdos lecionados em sala de aula é um desafio crescente entre a comunidade escolar. E foi com o intuito de suprimir esta barreira e acompanhar o interesse dos jovens pelas ferramentas de informação que a turma do 3.º B do Centro Escolar de Alcobaça criou o projeto audiovisual “Telescola”.

Cativar os alunos para os conteúdos lecionados em sala de aula é um desafio crescente entre a comunidade escolar. E foi com o intuito de suprimir esta barreira e acompanhar o interesse dos jovens pelas ferramentas de informação que a turma do 3.º B do Centro Escolar de Alcobaça criou o projeto audiovisual “Telescola”.

“Os alunos de hoje são diferentes dos alunos de outrora…Os seus gostos e motivações em nada se assemelham ao passado”, sublinha Manuel Calado, o responsável pelo projeto. “O papel do professor é estar atento a essa mudança e a ideia surgiu do crescente interesse dos meus alunos sobre o universo do Youtube”, acrescenta.

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De acordo com o docente, o projeto visa veicular, através da plataforma digital, os conteúdos lecionados em sala de aula de uma forma divertida. As semelhanças com o antigo sistema de ensino nacional, no qual os professores estavam na televisão e os alunos aprendiam à distância e que teve emissões regulares entre 1965 e 1987, foram desde cedo notadas pelo professor, que aproveitou para ensinar aos alunos sobre a “Telescola”. “Hoje os tempos são outros, mas a premissa é a mesma: a escola não tem de ser chata, a escola tem de se reinventar se quiser manter os alunos cativados”, reitera Manuel Calado, considerando que “é perfeitamente expectável que o interesse das crianças esteja concentrado nas novas ferramentas de informação”.

O projeto foi apresentado no passado dia 12, com um “trailer” protagonizado pelos “professores de palmo e meio”. “Pum é um monossílabo” foi o primeiro episódio da série, no qual os alunos explicaram como se faz a divisão silábica. Neste projeto, além de assumirem o papel de realizadores, editores e assistentes de produção, as crianças são também atores, como é o caso da pequena Rita, que será “transformada em avó Rita para esclarecer de uma vez por todas as as dificuldades na relação entre unidades, dezenas e centenas”. “O entusiasmo destes 25 alunos, para mim, é o mais gratificante. Ver as crianças tão motivadas em participar na iniciativa e em mostrar o que aprenderam faz com que todo o esforço valha a pena”, sublinha o professor que vê nas horas investidas no projeto“uma aposta nas crianças e na sua educação”. 

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