Quinta-feira, Junho 11, 2026
Quinta-feira, Junho 11, 2026

DGPC nega uso de betão nas escadarias do Mosteiro de Alcobaça

Data:

Partilhar artigo:

Escadas em betão por cima da escadaria monumental no Mosteiro de Alcobaça? A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) nega ter feito uma intervenção de betonagem nos degraus de escadaria do Mosteiro de Alcobaça, como acusou a Comissão Política Concelhia de Alcobaça do PS. O assunto fez correr tinta na última semana, mas tudo não passaria de uma denúncia mal informada. 

Escadas em betão por cima da escadaria monumental no Mosteiro de Alcobaça? A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) nega ter feito uma intervenção de betonagem nos degraus de escadaria do Mosteiro de Alcobaça, como acusou a Comissão Política Concelhia de Alcobaça do PS. O assunto fez correr tinta na última semana, mas tudo não passaria de uma denúncia mal informada. 

A intervenção na escadaria, que integra os trabalhos em execução na empreitada de “conservação e restauro da fachada poente e fachada norte rebocada” e cuja obra faz parte de um Pacto de Transparência e Integridade, é justificada pelas “deformações consideráveis” nos degraus e pelas “perdas muito significativas de material pétreo colocando em risco a sua utilização em condições de segurança”. O material que viria a ser usado no revestimento dos degraus é que acabou por causar toda a polémica, que a DGPC condena de “informações falsas”.

Região de Cister - Assine Já!

“Fomos confrontados com a utilização de betão no ‘restauro’ da escadaria monástica ou a construção de uma rampa de acessibilidade na Ala Norte do Mosteiro, qualquer das situações é grave, pois estamos certos que, há outras formas de o executar sem prejudicar o Património”, escreveu o presidente do PS/Alcobaça, em comunicado. Rui Alexandre foi mais longe, classificando de “tamanha atrocidade” a intervenção, sobre a qual pediu “uma explicação urgente”. A explicação chegou dias depois: “Uma vez que a chapa de aço não pode ser colocada diretamente sobre uma pedra instável sem  causar danos e de forma segura para o utilizador, a superfície dos degraus foi regularizada com recurso a uma argamassa de cal e areia separada da pedra por uma manta de fibra geotêxtil, o que permite que, em qualquer altura, possa ser removida – princípio da reversibilidade”, esclareceu a DGPC. De acordo com a mesma fonte, a intervenção vai melhorar as “condições de acesso exterior à nova Portaria-Bilheteira do Mosteiro”, que passará a ser feito por aquelas escadarias.

Mas, antes do comunicado que emitiu, a DGPC tinha desmentido à TVI a utilização de betão na escadaria. Na peça televisiva, o presidente da Câmara também se tinha demarcado de qualquer responsabilidade, acreditando que “estaria tudo a ser feito com todos os critérios exigidos para o efeito”. Os vereadores do PS e do CDS-PP também chegaram a pedir esclarecimentos à DGPC. 

As justificações não foram suficientes para Rui Alexandre, que disse ter pedido uma vistoria à ICOMOS. Num parecer técnico, a Comissão Nacional Portuguesa do Conselho Internacional dos Monumentos e dos Sítios (ICOMOS) validou a intervenção da DGPC, considerando que, ao contrário do que foi denunciado, não se trata de um “atentado ao património”, mas “sim de proteger e garantir a materialidade dos degraus originais, construindo de forma reversível, camadas de desgaste e de proteção que permitam o acesso ao monumento em condições mínimas de segurança”. 

Também a ADEPA, membro convidado do Pacto de Integridade, já reagiu à polémica, pedindo uma reunião com a DGPC, uma vez que após ouvir arquitetos, engenheiros e técnicos de várias áreas ficam “algumas dúvidas”.  

AD Footer

Artigos Relacionados

Quatro histórias, uma certeza: a arte pode (mesmo) salvar

Há coisas sobre as quais nos detemos em busca de uma explicação, mas que teimam não ter uma...

Dezenas de pessoas marcaram presença na inauguração pública do Centro Cultural de Turquel

O novo Centro Cultural de Turquel (CCT) foi inaugurado na tarde do passado sábado, no âmbito das Festas...

Conclusão das obras no IC9 previstas para setembro

Os constrangimentos provocados pelo encerramento do IC9 são uma realidade que tem assolado diariamente os habitantes do concelho...

Projeto de aluno da EPN procura transformar a mobilidade em Portugal

Uma cadeira de rodas de 180 quilos e um País com lacunas profundas ao nível da acessibilidade. Foi...

Aceda ao conteúdo premium do Região de Cister!