Fundo de Emergência Social da UFAV ativo até final do ano

Ao longo dos últimos quatro meses, por cada compra no comércio local, a União das Freguesias de Alcobaça e Vestiaria (UFAV) doou 0,50 euros em bens alimentares à rede social de freguesia. O projeto vai agora ser alargado até final do ano com o objetivo de aumentar o número de fregueses apoiados e de entidades parceiras.

Para atenuar as carências e os desafios provocados pela pandemia, a UFAV criou no passado mês de junho um Fundo de Emergência Social que aumenta à medida que a comunidade aposta no comércio tradicional. A iniciativa tem um duplo objetivo: ajudar o comécio a retomar a atividade após o confinamento e fazer face à crescente necessidade de apoio social na freguesia. Através do projeto, a autarquia tem ajudado de forma “direta” instituições como o Banco Alimentar e Cantina Social, mas também todas as entidades que fazem parte da Comissão Social de Freguesias, como é o caso da Cáritas, Fundação Maria e Oliveira e Fundação Vida Nova. 

“As pessoas não precisam de estar sinalizadas pela rede para receberem apoio. Algumas famílias estão a enfrentar situações mais delicadas de uma forma pontual, isto é, devido à pandemia, e não se encontram referenciadas pelas entidades. Queremos simplificar o processo e, por isso, as portas estão abertas a quem precisa, sem grandes burocracias”, explica a presidente da UFAV ao REGIÃO DE CISTER. Segundo Isabel Fonseca, desde o início do projeto, o número de cidadãos apoiados “cresceu significativamente”, reunindo atualmente 400 fregueses. “Com os valores angariados foi possível adquirir
alimentos frescos, como carne, peixe e ovos, que por norma não vigoram nos cabazes fornecidos semanalmente às famílias. Alguns núcleos familiares têm crianças e idosos e estes alimentos são importantes para uma dieta adequada”, sublinha a socialista.

A parceria com o Intermarché de Alcobaça tem sido uma importante ajuda, uma vez que a empresa acresce 10% ao valor disponível no Fundo Social. De facto, a cooperação com as empresas é apontada pela UFAV como um “enorme” apoio desta missão, sendo as entidades as grandes responsáveis pela continuidade do projeto até final do ano. “O tecido empresarial da nossa freguesia é profundamente solidário. Desde junho que recebemos diversos contactos de empresas que querem ajudar. O que falta é conseguir trabalhar em rede, ou seja, reunir todos os artigos num lugar e distribuir por quem  necessita”, esclarece. O grupo de empresas “parceiras” é constituída por oito entidades, mas o desejo é aumentar. 

No que refere ao comércio local, a campanha tem sido importante para garantir a sua “sustentabilidade”. “É importante que a comunidade entenda que comprar em Alcobaça terá impacto na vida da comunidade. Contamos com 50% dos comerciantes locais e, se estes trabalharem em rede para promover o comércio, o impacto da iniciativa será ainda maior”, atesta a autarca.

Numa análise global, o mês de junho, que coincide com a retoma da atividade após o confinamento motivado pela pandemia, foi o mais bem sucedido no que refere à receita arrecadada para o Fundo. Deste então, a verba tem vindo a diminuir, fator que Isabel Fonseca associa, em parte, à falta de turismo. “Prolongar a campanha até final do ano será um apoio para os comerciantes e para as famílias carenciadas. É importante sublinhar que num momento ímpar como este que enfrentamos, comprar no comércio local é dar a mão à nossa comunidade”, conclui Isabel Fonseca. Com o atal à porta, a UFAV prevê um crescimento do Fundo de Emergência Social motivado pelo investimento monetário típico da quadra natalícia.