Line House faz sucesso com casas modulares de madeira

A opção pela construção de casas modulares é cada vez maior. São mais baratas, mais ecológicas e bem mais rápidas na sua execução. Argumentos mais do que suficientes para a Line House, empresa criada em fevereiro do ano passado, se destacar no mercado e registar um crescimento exponencial. Só entre fevereiro e dezembro do ano passado, a empresa sediada na cidade de Alcobaça faturou qualquer coisa como 12 milhões de euros e já emprega cerca de 70 pessoas.

“Estive dez anos em Angola a trabalhar na área e com a crise acabei por regressar a Alcobaça, onde percebi que podia apostar no negócio, uma vez que era um nicho de mercado regional e até nacional“, revela João Ferreira, arquiteto e administrador da empresa, especializada em sistemas modulares em wood frame. A tecnologia do wood frame é comum em construções na Europa, Canadá e Estados Unidos e por cá, apesar de o conceito ainda não se ter generalizado, começa a conquistar adeptos. “Toda a estrutura é feita em madeira e os acabamentos exteriores são feitos de uma forma tradicional portuguesa, seja com pedra ou outro material”, explica o empresário.

Com escritório localizado nas antigas instalações da Tomaz Marques, e com estaleiro montado em Alpedriz, João Ferreira e a sua equipa não têm tido mãos a medir. “Fabricamos casas, móveis de cozinha, roupeiros, janelas de alumínio... temos soluções pensadas para tudo”, resume. O facto de a empresa tratar de tudo, desde a aquisição do terreno à chave no mão, tem permitido conquistar clientes “apenas e só” pelo trabalho desenvolvido neste último ano. “Só tenho criado o Facebook da empresa, nem site ainda conseguimos tratar”, confessa João Ferreira.

A trabalhar só em obras particulares, a Line House dá soluções ao cliente que vão desde os 28 mil euros “até onde for possível”. “O cliente pode escolher a casa através do nosso católogo ou pedir um projeto de arquitetura“, explica. Um ano é o tempo médio de construção de uma casa projetada e contruída pela Line House.

Sobre os investimentos de futuro, há um posto de logística em vista devido à falta de espaço, a criação de um serviço de caixilharia e a abertura de uma loja de decoração ao público nas instalações da empresa em Alcobaça.