Teatro D. Roberto no inventário do Património Cultural Imaterial

O Teatro Dom Roberto, uma das tradições mais antigas das artes cénicas e uma das imagens de marca da S.A. Marionetas, foi inscrito no Inventário do Património Cultural Imaterial. 

“É um dos acontecimentos mais importantes no teatro dos últimos anos”, sublinha o diretor artístico da Companhia de Alcobaça ao REGIÃO DE CISTER. “É um orgulho muito grande fazer parte de todo este processo”, refere José Gil, um dos grandes entusiastas do Teatro Dom Roberto em Portugal. A candidatura foi apresentada há cerca de seis anos pelo Museu da Marioneta de Lisboa, na época dirigido por Maria José Machado, que veio a falecer no ano passado. “Finalmente vemos o reconhecimento do teatro de marionetas, que nem sempre é valorizado”, nota o marionetista. 

De forma a “não deixar desaparecer o teatro de Robertos, enquanto herança cultural portuguesa”, a companhia recriou, nos últimos anos, a partir do testemunho do Mestre António Dias, um dos últimos fantocheiros populares portugueses, as peças “O Barbeiro” e “A Tourada”. Mais recentemente, e procurando “preservar a forma de arte tradicional”, a companhia recuperou mais três peças do repertório de Teatro de Robertos: “A Rosa e os 3 Namorados”, “O Castelo dos Fantasmas” e “O Saloio de Alcobaça”. 

O Teatro Dom Roberto, que surgiu no século XVIII, é um tipo de teatro itinerante de marionetas que normalmente é apresentado na primavera, no verão ou início do outono nas praias, nos jardins, nas praças e em diversos eventos.