Sexta-feira, Outubro 16, 2026
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Anazart à procura de “casa” mostra o “Abismo de Paracletus”

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Há um ano à procura de “casa” para expor trabalhos e “receber as gentes de todo o mundo”, a Associação Nazarena de Artes Plásticas (Anazart) não desiste de divulgar a importância da arte para o bem-estar da sociedade moderna. 

Há um ano à procura de “casa” para expor trabalhos e “receber as gentes de todo o mundo”, a Associação Nazarena de Artes Plásticas (Anazart) não desiste de divulgar a importância da arte para o bem-estar da sociedade moderna. Por isso, a coletividade vai “instalar-se” no N Bar, até ao final de junho, com a exposição “O Abismo de Paracletus” e com uma programação que inclui performances musicais, cinema, fotografia, teatro e outras propostas artísticas, sobretudo
às terças-feiras.

Com esta exposição, a associação, que conta já com 11 anos de existência, ambiciona estimular a reflexão sobre “a obsessão pelo sucesso e pelo empreendedorismo sem preocupação pelas questões sociais”. A Anazart mostra nesta exposição o trabalho de sete dos seus 37 associados. Nos próximos tempos, grande parte deles levará obras à exposição que pretende ser orgânica. “O objetivo da mostra também é criar uma dinâmica artística na Nazaré”,  sublinha o responsável pela associação. 

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Para Joaquim Grilo, a Anazart é “um espaço de reflexão e de conhecimento, através das artes, onde as pessoas podem ser o seu verdadeiro eu”. Fundada em 2008, “esta é uma associação caraterizada por um exercício coletivo, onde as diferenças são um fator de união e onde a criação de arte é o objetivo comum”, reforça o nazareno.

Desde que ficou sem “casa” e após o afastamento de todos os membros fundadores, a Anazart procura trilhar um novo rumo. “Sentimos um certo preconceito, porque as pessoas começaram a questionar a razão pela qual saímos daquele espaço”, lamenta Joaquim Grilo. Mas um ano depois de ter saído das instalações cedidas pela Câmara da Nazaré, a associação, constituída por 37 associados, entre os quais 25 artistas internacionais, reergueu-se e voltou a partilhar a arte com o público. “Consideramos que é importante partilhar arte e estimular o consumo da mesma. Esta é a principal razão para não baixarmos os braços”, conclui o nazareno.

A exposição “O Abismo de Paracletus” pode ser visitada todos os dias, das 15:30 horas à meia-noite, no N Bar.

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