DGPC prepara candidatura para criar Loja do Mosteiro

A Direção Geral do Património Cultural está a elaborar a apresentação de uma candidatura a fundos comunitários que visa requalificar a entrada no Mosteiro que dá acesso à Sala das Conclusões, onde chegou a funcionar a Secção de Finanças de Alcobaça.

Naquele espaço vai nascer a nova Loja do Mosteiro, que terá uma “abertura para o exterior” do monumento, explicou a diretora-geral da DGPC, Paula Silva, durante a abertura do congresso internacional “450 anos congregação Santa Maria de Alcobaça”. A responsável sublinhou que quando a intervenção estiver concluída a entrada dos visitantes no monumento “deixará de ser feita pela igreja”, que “não é evidentemente o local mais adequado para se vender bilhetes”. 

O projeto, que vem consumar uma ambição antiga da Associação dos Amigos do Mosteiro, está a ser “preparado” pela DGPC e só não avançou antes porque “só agora é que foi aberta a candidatura a fundos comunitários”, frisou Paula Silva. “Estamos a trabalhar na investigação e na melhoria das acessibilidades do Mosteiro”, referiu a dirigente, solicitando o empenho das autoridades para que “a vintena de mosteiros de Cister espalhados pelo País possam ser uma forma de fazer com que as pessoas visitem territórios que, normalmente, não iriam visitar” e, desse modo, ajudar economicamente concelhos que têm sido fustigados pelos incêndios.

Na abertura do congresso, a diretora do Mosteiro de Alcobaça considerou essencial dar sequência ao “plano estratégico” de “afirmação da identidade de um dos mais bem preservados monumentos cistercienses na Europa”. O “estreitar da relação com a comunidade científica” é um dos principais vetores dessa dinâmica.

Para Ana Pagará, a afirmação do Mosteiro de Alcobaça como um “centro de estudos constitui um dos objetivos estratégicos” de um dos mais visitados monumentos do País.