Quinta-feira, Setembro 24, 2026
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McNamara leva surf a jovens com mobilidade reduzida

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“Mais uma vez!”. Assim reagiu Sofia Paulino depois de surfar a sua primeira onda, na passada semana, na praia da Nazaré. Mas a beneditense de 15 anos, que sofre de paralisia cerebral, não estava sozinha em cima da prancha. A ajudar tinha nada mais, nada menos do que… Garrett McNamara, o surfista norte-americano que ficou conhecido por afirmar a Praia do Norte como uma paragem obrigatória no mapa mundial das ondas grandes.

“Mais uma vez!”. Assim reagiu Sofia Paulino depois de surfar a sua primeira onda, na passada semana, na praia da Nazaré. Mas a beneditense de 15 anos, que sofre de paralisia cerebral, não estava sozinha em cima da prancha. A ajudar tinha nada mais, nada menos do que… Garrett McNamara, o surfista norte-americano que ficou conhecido por afirmar a Praia do Norte como uma paragem obrigatória no mapa mundial das ondas grandes.

O “batismo” de Sofia Paulino decorreu no âmbito do projeto Buondi Surf Sessions, uma iniciativa que pretende tornar o surf numa modalidade mais inclusiva. Em parceria com a Associação Portuguesa de Surf Adaptado (SURFaddict), Garrett McNamara “levou” três pessoas com mobilidade reduzida a surfar as ondas da Nazaré.

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No final da sessão, Sofia Paulino não tinha palavras para descrever a experiência e o sorriso não escondia a satisfação. “Foi uma experiência única, totalmente diferente de todas aquelas do dia a dia”, afirmou, emocionada, a jovem. Já a mãe, Fátima Afonso, elogiou a iniciativa por “dar a oportunidade de pessoas com deficiências terem uma experiência positiva” que, de outra forma, “talvez nunca viessem a sentir”.

Para McNamara a sessão significou “partilhar a paixão” pelo surf e pelo oceano. “Só quero ver as pessoas sorrir”, garantiu o surfista com a “boa onda” que o caracteriza. Na Nazaré o americano está em casa e poder contribuir para a “felicidade” de “pessoas que talvez nunca pudessem surfar” é o grande objetivo da iniciativa da Buondi.

De acordo com Nuno Piloto, presidente da SURFaddict, não é preciso muita “adaptação”. “Uma prancha normal de uma escola de surf é suficiente”, basta que “a pessoa que vai para as ondas conheça a sua patologia para não a agravar”, explica Nuno Piloto.

Ao mesmo tempo que Sofia Paulino “apanhava” as primeiras ondas, também as crianças do Armazém 55, as Atividades de Tempos Livres da Cercina, e da Associação de Bem Estar Social e Recreativo de Alpedriz também tiveram a oportunidade de “subir” para cima de uma prancha e deslizar ao sabor das ondas.

Nuno Piloto confessou ao REGIÃO DE CISTER que a iniciativa teria sido um sucesso se as “pessoas com deficiência pensassem que valeu a pena sair de casa para surfar”. E, a julgar pela reação de Sofia Paulino, a Buondi e a SURFaddict cumpriram a missão.

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