Sexta-feira, Novembro 6, 2026
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Alunos “enfrentaram” a Justiça com simulação de julgamentos

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Um grupo de alunos da Escola Secundária D. Inês de Castro (Esdica), em Alcobaça, foi “chamado” à sala de audiências do Tribunal de Alcobaça, esta sexta-feira, para defender e julgar dois crimes, no âmbito do programa “Justiça para Todo(@)s”, que tem como objetivo aproximar os jovens do conceito de Justiça. 

Um grupo de alunos da Escola Secundária D. Inês de Castro (Esdica), em Alcobaça, foi “chamado” à sala de audiências do Tribunal de Alcobaça, esta sexta-feira, para defender e julgar dois crimes, no âmbito do programa “Justiça para Todo(@)s”, que tem como objetivo aproximar os jovens do conceito de Justiça. 

Um caso de tráfico de estupefacientes e outro de homicídio foram as temáticas dos “casos” elaborados e preparados pelos alunos, durante um mês, para serem amplamente debatidos em audiência, na presença de todos os intervenientes, inclusive de profissionais, como é o caso da juíza Ana Cruz e do advogado Adelino Granja. 

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Os jovens frequentam o 12.º ano dos cursos de Línguas e Humanidades e Ciências e Tecnologias da Esdica, tendo participado por iniciativa própria no evento, contando desde o início com o apoio das professoras Manuela Lourenço, de Português, e Célia Almeida, de Matemática. 

“Gostei muito da experiência no geral… e até descobri que gostava de Direito”, conta Luísa Vitorino, que está no último ano na área de Língua e Humanidades, mas “ainda” não sabe bem o que quer seguir profissionalmente. “Foi uma experiência muito enriquecedora, em que também pudemos tirar algumas bases para o futuro, não só profissional”, acrescenta a jovem, que encarnou a personagem julgada no caso do homicídio. 

Ambos os casos mereceram rasgados elogios por parte da juíza Ana Cruz, que se mostrou “agradavelmente surpreendida” pela forma como as histórias estavam bem enquadradas e pelo interesse dos jovens. “É importante que eles tomem contacto com estas realidades, para perceberem melhor que a justiça não é fácil e na verdade envolve muitos processos complexos”, afirma a juíza, considerando que colocar o aluno no lugar do outro “fá-lo compreender melhor cada caso e ser mais tolerante em relação ao outro”, deixando de lado a “crítica fácil”. 

Quanto às dinamizadoras do projeto, é unânime a satisfação com que viram o empenho dos jovens desde o início. Conhecer o processo de justiça “por dentro”, entendendo o que se avalia quando se leva um caso a julgamento, saber quais os “direitos do arguido e funções dos intervenientes” eram alguns dos pontos-chave da iniciativa. “Fomentar a ideia de que a justiça não é vingança e a inocência é um direito até haver provas em contrário”, foram outros dos objetivos, de acordo com a professora Manuela Lourenço. “É importante formar, através das escolas, cidadãos mais ativos, não só através das disciplinas basilares, mas também através dos valores essenciais”, acrescenta a docente Célia Almeida. Valores que, no final, fossem além das portas do Tribunal, promovendo, sobretudo… o não julgamento. 

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