Terça-feira, Julho 5, 2022
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Especialistas desmentem classificação de oliveira abatida

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A oliveira, supostamente com cerca de dois mil anos, que está no centro de uma polémica devido ao abate para transformação de lenha, em Chão do Galego, freguesia de Turquel, é afinal “apenas mais uma entre milhares que existem no País”. A certeza foi dada ao REGIÃO DE CISTER pelo especialista André Soares dos Reis, que afirma que “a oliveira nunca foi classificada”. 

 

A oliveira, supostamente com cerca de dois mil anos, que está no centro de uma polémica devido ao abate para transformação de lenha, em Chão do Galego, freguesia de Turquel, é afinal “apenas mais uma entre milhares que existem no País”. A certeza foi dada ao REGIÃO DE CISTER pelo especialista André Soares dos Reis, que afirma que “a oliveira nunca foi classificada”. 

“Esta oliveira não foi datada pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e, contrariamente ao difundido em meios de comunicação social, a universidade nunca afirmou que sua idade era superior a dois mil anos”, sublinha o representante da empresa Oliveiras Milenares. “Se a árvore tivesse sido identificada, existiria uma certificação. Não há documentos nem estudos que provem tal coisa e trata-se, infelizmente, de uma informação falsa que tomou proporções demasiado grandes”, reitera. Por sua vez, José Luís Louzada, investigador no Departamento de Ciências Florestais e Arquitetura Paisagista daquele polo universitário revelou não ter “memória de alguma vez ter investigado uma oliveira na freguesia de Turquel”. “Fazemos muitas datações por todo o País, mas sinceramente não creio que esta árvore tenha sido alvo de classificações. Acredito que está em causa uma pequena confusão”, reitera.

A discussão em torno do abate da oliveira começou em páginas e grupos no Facebook e rapidamente atingiu reconhecimento em meios de comunicação nacionais, tendo sido inclusive denunciado pela Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza. De acordo com os internautas, a árvore “terá sido cortada e transformada em lenha em Chão do Galego” e, “embora tenha sido datada pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro”, não foi “devidamente protegida e divulgada”. As publicações avançam, ainda, que a oliveira, com cerca de 4 metros de diâmetro no tronco, já teria sido retirada do seu local original em 2012 para posterior venda no Dubai. O negócio acabou por não se concretizar e a oliveira perdeu algum do seu fulgor, o que provocou o aspeto “oco e enfraquecido” apresentado nos últimos anos. “Era do tempo de Moisés. A história da destruição desta oliveira começou em 2012 com a ganância do dinheiro… Por vezes não merecemos o que herdamos”, sublinha um utilizador da rede social, que partilhou ainda alguns momentos vividos com a família no local. 

Para os investigadores, o carinho nutrido pela população não deve ser confundido com a importância patrimonial que a árvore poderá ter para o País, uma vez que a única árvore em Portugal reconhecida oficialmente como tendo mais de três mil anos é uma oliveira que existe em Mouriscas, concelho de Abrantes.

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