Quinta-feira, Janeiro 29, 2026
Quinta-feira, Janeiro 29, 2026

Formação continua à espera do apito inicial

Data:

Partilhar artigo:

O futuro do que resta da temporada dos escalões de formação continua incerto e à espera de “melhores notícias” no capítulo da saúde pública. 

O futuro do que resta da temporada dos escalões de formação continua incerto e à espera de “melhores notícias” no capítulo da saúde pública.

Os treinos são condicionados às regras da Direção Geral de Saúde e a competição está em stand-by. Andreia Barata é especialista em Psicologia no Desporto e ao REGIÃO DE CISTER analisa o impacto desta época nos atletas mais novos. 

Região de Cister - Assine Já!

Além da importância na saúde física de cada jogador, a coordenadora de formação da Alcobacense destaca a importância na saúde psicológica do atleta. “O desporto é uma componente fundamental no desenvolvimento psicológico das crianças, já que é uma via de inclusão social, de aprendizagem dos princípios da socialização, de valores, de superação pessoal”, refere Andreia Barata, mostrando-se preocupada com os impactos desta paragem. 

“Se já era difícil lutar contra todos os estímulos virtuais existentes em casa, com este ano praticamente obrigados a isolarem-se, teremos certamente crianças menos tolerantes, com menor capacidade de socialização e superação e pouca capacidade de traçar objetivos”, analisa a alcobacense, considerando que “o abandono de muitos jovens está nessa falta de competição, sobretudo em escalões acima dos 15 anos”,

“Como podemos explicar a um jovem de 7 ou 16 anos que vê a mãe ir treinar, o pai ir ao desporto e a jogar na televisão e ele não pode fazer um simples 2×2 num treino?”, questiona a treinadora, explicando que a maior motivação de cada menino/a está na competição.

Para a ex-hoquista o problema assenta na “incoerência das condicionantes, que leva os jovens a andarem revoltados e desmotivados”.

Andreia Barata refere que o desporto não está a ser bem equacionado relativamente às outras componentes da sociedade e a dualidade de critérios é o “grande problema”.

Ainda assim, a técnica e coordenadora também ressalva que não é “fácil para quem está a tomar decisões sobre a saúde pública num panorama destes”, sendo urgente traçar apoios às federações e associações desportivas, para que estas “possam facto munir os clubes de ferramentas que permitam voltar a ter os atletas”.

No caso da Alcobacense, a coordenadora do clube revela que a taxa de abandono foi significativa, mas que aos poucos “vão aparecendo mais crianças”, o que indica que “as coisas estão bem encaminhadas”, assevera.

Por agora, urge cumprir as regras de saúde pública e esperar que o futuro traga de volta as crianças e o desporto na sua plenitude.

AD Footer

Primeira Página

Artigos Relacionados

Câmara da Nazaré ativa Plano Municipal de Emergência na sequência da Depressão Kristin

Na sequência do mau tempo provocado pela depressão Kristin, durante a madrugada desta quarta-feira, a Câmara da Nazaré...

Taxa de abstenção mais baixa da região desde 2006

A chamada região de Cister, à semelhança do que aconteceu à escala nacional, registou a mais baixa...

CCRD Burinhosa promoveu debate da 2.ª Divisão

Promover o diálogo, o desenvolvimento e a reflexão conjunta sobre a 2.ª Divisão Nacional, o futsal português...

Aceda ao conteúdo premium do Região de Cister!