Sexta-feira, Maio 1, 2026
Sexta-feira, Maio 1, 2026

Lições da pandemia (II) O Imperativo categórico da compreensão

Data:

Partilhar artigo:

Comecei a escrever este texto em modo de zangado, desancando em quem se acha “herói” nesta situação, de contornos épicos, em que um vírus nos colocou. Já ia na terceira enumeração de falsos heróis quando me dei conta do desaforo que estava a promover. De facto, para desgraça, basta-nos a realidade; não é necessário comentário que a potencie.

Assim, em vez de algum acinte crítico, redirecionei-me para o modo de dizer bem, tentando olhar para além da realidade dos números de infetados, de mortos e de internados.

Ora, se esta situação é desastrosa para todos, é especialmente penosa para quem se cruzou com ela sem a inscrever no programa do governo ou do município e que, sabendo pouco ou nada sobre os caprichos da Covid , não pode declinar a obrigação de decidir se confina ou não confina, se dá Natal ou Ano Novo, se decide como a Suécia, a Itália ou a Nova Zelândia…

Região de Cister - Assine Já!

Este Natal trouxe-nos, para além da insuportável pandemia, uma coisa boa: menos consumismo à volta da árvore de natal. E, embora tenhamos tido saudades das ausências, o nosso núcleo familiar, embora espartano e insuficiente, foi “competente na felicidade possível”.

É necessário dizer que a dicotomia maniqueísta entre bom e mau não é coincidente com a divisão privado / público; é necessário que se aprecie e se repare no ar fatigado de quem nos governa. Na verdade, a todos os níveis da administração, nacional ou local, há gente que se consome em encontrar as melhores soluções, em nos proporcionar as melhores condições de vida.

Este Natal trouxe-nos, para além da insuportável pandemia, uma coisa boa: menos consumismo à volta da árvore de natal. E, embora tenhamos tido saudades das ausências, o nosso núcleo familiar, embora espartano e insuficiente, foi “competente na felicidade possível”.

2021 – que desejo Bom para todos – tem de ser o ano da vitória da ciência sobre este vírus. E esse tempo que há de vir tem de ser melhor do que seria sem esta experiência traumática, mas, na sua radicalidade, também purificadora.

AD Footer

Artigos Relacionados

Casas no litoral à venda por três mil euros o metro quadrado

Comprar casa no litoral de Alcobaça e Nazaré é cada vez mais caro. Na Nazaré, o preço médio...

Diana Azevedo vai ser a primeira mulher à frente da Capitania da Nazaré

A capitão-tenente Diana Oliveira Martins Azevedo foi nomeada para o cargo de capitão do Porto da Nazaré, com...

Porto de Mós, Nazaré e Alcobaça em destaque no índice de presença digital autárquica

Os municípios de Porto de Mós, Nazaré e Alcobaça destacam-se no estudo “Presença na Internet das Câmaras Municipais...

Memória dos combatentes perpetuada em Famalicão

A memória dos antigos combatentes de Famalicão ficou inscrita no espaço público no dia 25 de Abril, com...

Aceda ao conteúdo premium do Região de Cister!