Domingo, Novembro 27, 2022
Domingo, Novembro 27, 2022

Perspectivas Críticas

“Hotel de luxo” em Alcobaça

Este projeto parece-me ser feito de intimidades, de silêncios tranquilos, de belezas não evidentes, mas firmes como as paredes em que se inscreve No passado dia 13 de outubro, incluí um vasto grupo de convidados do Sr. Presidente da Câmara, numa visita ao Hotel em fase final de instalação no Mosteiro de Alcobaça. Não vou patrocinar velhas diatribes sobre a solução ótima para aquele espaço, tanto mais que, tendo visto o que vi e tendo memória do que havia visto há...

A Rússia faz-nos falta (mas não a qualquer preço!)

A Rússia faz-nos falta, até porque é parte de nós – como, de resto, a Ucrânia Comecei a ouvir falar da Rússia, através da reza do Terço: no final, havia sempre uma invocação especial sobre a “Conversão da Rússia”. Mesmo que, na altura, não soubesse muito bem por que rezava, lá no fundo, havia uma certeza: era contra o comunismo e isso bastava. Naquela altura, havia outras razões para “rezar pela conversão da Rússia”: a Hungria, um país católico, havia...

Nenhuma santidade ultrapassa o seu tempo

Há muita coisa que nem toda a história nos consegue ensinar A frase que dá título a este “artiguito” é uma paráfrase do célebre axioma filosófico...

Entre o populismo e a inevitabilidade

É errado olhar para as listas dos Rankings como forma de ver as melhores escolas a que devemos confiar os nossos filhos Enquanto “(cor)responsável máximo”, durante...

A leste, algo de novo: o despertar dos impérios

Gostaria de estar mais otimista. Porém, os últimos desenvolvimentos à volta da  Guerra na Ucrânia não me permitem tal otimismo. Efetivamente, nesta semana, a China...

Meritocracia, sim ou não?

Muita coisa se passou desde o meu último comentário, fazendo jus à opinião, em forma de poema, de António Gedeão, segundo a qual “o mundo...

In memoriam Xavier Rodrigues (2004-2022)

Quando, hoje, de manhã, a minha Cidália me despertou para uma “notícia horrível”, lembrei-me imediatamente destas palavras de Fernando Pessoa. É uma maneira de interiorizar...

Slava Ukraini (Glória à Ucrânia)

Valodymyr, mais conhecido por Zelensky, tem 44 anos. É casado com uma linda mulher, Olena, e é pai de Aleksandra e Kiril, dois jovens promissores....

Algumas notas, no começo de um novo ciclo

Porque a “sabedoria” não pode ser etérea, mas tem de se confrontar coma realidade, hoje proponho-vos algumas notas de reflexão sobre o assunto que mais...

Um olhar retrospetivo e um desejo de futuro

2021 EM RETROSPETIVA. Politicamente, este ano fica marcado, internamente, pelo desaparecimento de JORGE SAMPAIO (1939-2021), um político firme, mas bondoso, construtor de consensos. Sempre me...
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As escolas não se medem aos pontos (?)

Este foi o título do último programa “Linha da Frente” da RTP. A interrogação é minha, pelo que convido os leitores a uma reflexão sobre este asunto controverso. Não há dúvida que a publicação dos primeiros rankings, nos primeiros anos do milénio, se revelou ser uma publicidade injusta, oficial e gratuita, às escolas privadas, bem como às escolas públicas mais...

As mãos de grafite do senhor Chang

Há dias, vi um documentário interessante, “O lado negro das energias verdes”. Penso que todos o deveriam ver; não para concordar ou discordar, mas para se pensar sobre narrativas que se vão construindo e que nós vamos consumindo, de um modo mais ou menos acrítico. Se o começarem a ver, vejam-no até ao fim; caso contrário, vão achar que...

As rosas de Cabul

As rosas declinam-se de vários modos: ou são sem porquê, como em Angelus Silesius (“A rosa é sem porquê; floresce porque floresce (...)”), ou como diz Getrude Stein, “Uma rosa é uma rosa, é uma rosa, é uma rosa”, ou se declina de mil e uma maneiras. Quero deixar de lado estes sentidos e falar nas “Rosas de Cabul”. O...

Os donos do mundo e os seus joguetes

Há cerca de um século, um autor, hoje, quase desconhecido (Oswald Spengler), publicou uma obra que se tornaria leitura obrigatória em cursos em que se abordasse Filosofia da História; chamava-se a obra O Declínio do Ocidente. Do pouco que me ficou de tal leitura, retenho a ideia de que a Europa (e, por extensão, o Ocidente) tinha terminado, em...

E agora, José?

Em 1942, um dos maiores poetas da língua portuguesa, o brasileiro Carlos Drummond de Andrade, escreveu “José”, um dos seus muitos geniais poemas: E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José? e agora, você? você que é sem nome, que zomba dos outros, você que faz versos, que ama, protesta? e agora, José? Este poema (de que a parte citada é apenas...

Vitorino, o “Príncipe do Redondo” em Alcobaça

Era uma vez uma menina cega chamada Ana Isa. Um dia, vá lá saber-se porquê, mas é, de certeza, coisa de quem apenas vê com o coração, a Ana Isa descobriu o Vitorino, sim, esse mesmo, um dos nomes maiores da música popular portuguesa, com aspeto de distante, para não dizer coisa menos simpática, mas é assim que nascem...

A tentação da última palavra (ou sobre a mistificação do “Polígrafo”)

A investigação da verdade, a vontade de ler o pensamento alheio, para o controlar deve ser tão antiga como a humanidade. Com o advento da ciência, esta também quis, e quer, dar uma palavra sobre o assunto. E nasceu, assim, o polígrafo: quando uma pessoa é questionada, uma série de cabos e sensores examinam os batimentos cardíacos, a pressão...

In Illo Tempore: Páscoa feliz.

Devo dizer que, como ex-católico tradicional, formado, em grande parte, num seminário de Braga, sempre me identifiquei mais com o Natal do que com a Páscoa. No entanto, sempre percebi que o âmago dos mistérios religiosos estava na Páscoa. Talvez por isso, enquanto que, no Natal, chegava a casa dos meus pais por volta de 18 de dezembro, na...
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