Quarta-feira, Março 18, 2026
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Julipedra cresce no mercado asiático em ano de pandemia

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Há quatro décadas que a Julipedra extrai e transforma pedra ornamental, sendo uma referência nacional e internacional a trabalhar os calcários portugueses. Com projetos em mais de 40 países, a empresa do Casal do Guerra, na Benedita, tem sustentado o negócio nas exportações, tendo crescido no mercado asiático no ano passado.

Há quatro décadas que a Julipedra extrai e transforma pedra ornamental, sendo uma referência nacional e internacional a trabalhar os calcários portugueses. Com projetos em mais de 40 países, a empresa do Casal do Guerra, na Benedita, tem sustentado o negócio nas exportações, tendo crescido no mercado asiático no ano passado.

Impulsionado pelo pai que já trabalhava a pedra, José Júlio fundou a empresa em 1981, começando a operar num espaço industrial com cerca de 1.500 metros quadrados de área coberta. A partir de 2008, a empresa começa a extrair das próprias pedreiras passando a controlar todo o processo. É também a partir desta data que se inicia o processo de internacionalização da empresa, com parcerias e fidelização de clientes. Até então, a produção era escoada para o mercado nacional, que começou a cair devido à crise na construção.
Hoje em dia, a Julipedra exporta cerca de 90% da sua produção para mais de 40 países em todos os continentes. O mercado asiático foi o que mais cresceu no último ano.

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Com uma unidade industrial que ocupa cerca de 20 mil metros quadrados de área, dos quais 7 mil são cobertos, a empresa tem investido em novas tecnologias e/ou melhoria de instalações, com o objetivo de melhorar a sua eficiência. “Os últimos grandes investimentos estiveram relacionados com novos equipamentos para uma maior produtividade na extração”, explica o diretor comercial da Julipedra.

A empresa tem registado um volume de negócios anual acima dos 3 milhões de euros. Em 2019, o volume de negócios foi de 3,6 milhões de euros, o que correspondeu a um crescimento de 12% em relação ao ano anterior. Em 2020, apesar da pandemia, foi mantido esse patamar. “A pandemia obrigou a uma alteração brusca de processos, mas temos a mais valia de contar com uma equipa dinâmica e flexível que tornou esta mudança mais fácil. Até agora temos conseguido manter os níveis de produção e serviço aos clientes”, adianta Sérgio Figueiredo.

Com 32 trabalhadores, a equipa tem vindo a ser reforçada nos últimos anos. “Em 2019 foram criados cinco novos postos de trabalho e em 2020 conseguimos manter esses postos. A perspetiva a curto prazo é a de manter todos os postos de trabalho, acreditando que a médio prazo possamos continuar o crescimento dos anos anteriores”, acrescenta o responsável pela área comercial.
A empresa explora duas pedreiras: uma no afloramento dos Moleanos e outra em Rio Maior, de onde vem a maioria do material que transforma. No portfólio destacam-se as obras do Meriton Hotel em Sydney, na Austrália, da Nestlé headquarters na Cidade do México e da Werkmans Attorneys em Sandton, em Joanesburgo, na África do Sul.

A celebrar 40 anos de atividade, a empresa lembra que “a tradição da família a trabalhar a pedra é bem mais antiga que isso”. “Somos de um setor tradicional que trabalha uma das matérias primas mais antigas e continuamos no mercado a trabalhar e com confiança no futuro, o que nos deixa muito orgulhosos”, remata o diretor comercial da empresa.

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