Segunda-feira, Agosto 8, 2022
Segunda-feira, Agosto 8, 2022

E depois da pandemia?

Data:

Partilhar artigo:

Arrisco uma resposta ao jeito de La Palice: não dá para saber! A única certeza é a mudança. A mudança de hábitos pessoais e sociais: distanciamento contínuo; álcool gel q.b.; KN95 ou cirúrgicas em doses triplas; “adeus” aos apertos de mão, aos beijinhos e abraços na chegada e na partida; menos idas “aqui e ali”, menos consumo. Novas oportunidades? Talvez! Alguns setores, num contraste direto com outros que sucumbem, experimentam índices de produtividade com tendências ascendentes. Talvez possamos observar um espírito cívico mais vincado; mais voluntarioso e solidário! Maior respeito por quem trabalha no serviço público e pelos profissionais de saúde. Talvez possamos, de um prisma otimista, seguir rumo a uma sociedade global em que uma ameaça comum acabe por gerar mais união.

Crises financeiras e economias estagnadas “à parte”, a verdade é que a pandemia tem um impacto que se propaga além dessas fronteiras. Creio que diríamos não acreditar nesta possibilidade, se nos dissessem, no final de 2019, o que nos esperaria. A démodé noção de que o que é “mau” apenas acontece aos outros, talvez explique alguns percalços governativos ao longo deste ano. Sabemos, porém, que não acontece só aos outros. E sabemos também que uma balança vive do equilíbrio entre “dois pratos”. Todos deverão contribuir para que os “pratos” retomem esse equilíbrio. Um ano depois de vivenciarmos momentos jamais pensados e momentos jamais esquecidos, convém refletir.

Aproveitemos a quadra pascal, que convida ao recolhimento, para olharmos para o interior, para avaliarmos quem “queremos ser depois do adeus”. Abril é o mês em que o mundo coloca os olhos numa das síndromes com maior incidência nas novas gerações – o autismo – consciencializando-se para os contornos deste estado clínico que compromete a comunicação e o comportamento social e que coloca a alteridade em questão. Faz sentido (então) apontar o foco para este conceito, ajustando-o à realidade do “agora”. Enquanto sociedade, mas principalmente enquanto executores de cidadania democrática, como nos comportaremos? Afinal a “minha liberdade termina quando começa a do outro”. Um ano “depois”, o “adeus” está afinal ainda longe.

AD Footer
Artigo anteriorFalar de saúde mental
Próximo artigoSelf-talk positivo
spot_img

Artigos Relacionados

Cinco feridos após despiste de viatura que causou incêndio rural em Alfeizerão

Cinco pessoas ficaram feridas na sequência de um despiste de uma viatura, na tarde desta sexta-feira, na localidade...

Nazarena Raquel Libório eleita Best Face Teen Mundial 2022

Raquel Libório, natural da Nazaré, foi eleita Best Face Miss Teen Mundial 2022 A distinção da jovem nazarena, de...

Francesinhas à moda do Porto são a mais recente novidade na freguesia de Turquel

O café/snack-bar “Mira-Serra”, em Turquel, tem um novo “sabor”. Tudo porque, há três meses, o espaço, agora com...

Atelier do Doce remodela casa para criar projeto inovador

A “casa” do Atelier do Doce tem estado em obras. Com a ampliação para mais 1.500 metros quadrados,...

Aceda ao conteúdo premium do Região de Cister!