Segunda-feira, Outubro 5, 2026
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A raiz do ódio

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Segundo diversos relatos bíblicos, o ódio é anterior ao aparecimento do homem, tendo a sua origem no ato de insubordinação e revolta do anjo Satanás (ou o Diabo) contra Deus. A resposta foi terrível, como sabemos. Mais tarde, quando aparece Adão, o primeiro homem, assistimos a ato idêntico. E, mais uma vez, a resposta foi terrível. 

Todos aqueles que já tiveram um contacto com a Bíblia já ouviram falar em Filisteus. Também já ouviram falar nos Livros dos Reis, por exemplo. A história de Israel foi, de facto, desde o início, marcada pela violência, nascida, talvez, da consciência mítica de serem o “povo eleito”, o favorito de Yaveh. Ora, os Filisteus, ocuparam o mesmo território, desde cerca de 1200 aC,  que corresponde, grosso modo, à Faixa de Gaza: sempre foram importunados por Israel e sempre importunaram Israel, em guerras intermináveis. Sabemos também que, a pós a destruição de Jerusalém, de 587aC, assistimos à primeira “Diáspora”. Este movimento repetiu-se, a seguir à destruição de Jerusalém de 70dC, por Tito. Depois, assistimos a algo verdadeiramente único: onde quer que se encontrassem, os Judeus, mesmo perseguidos, mantiveram uma consciência coletiva, como povo, absolutamente notável. Suportaram deportações, expulsões (inclusivamente de Portugal, como se sabe); suportaram o holocausto. Mesmo assim, mantiveram-se unidos. Era, pois, natural que a comunidade internacional se mobilizasse para encontrar uma solução para um problema que nunca deixou de existir. A partir daí, tudo correu mal. A postura de Israel não foi a mais colaborativa, transformando-se num estado-fortaleza, aqui e ali, com tiques vingativos – quer é a matriz de Benjamin Netanyahu e dos seus aliados de extrema-direita. Resolveu-se um problema, mas criou-se outro: porque não criaram um estado palestiniano? Longe de mim, defender o Hamas e o terrorismo indesculpável quer espalham. Longe de mim defender os seus valores e os seus patronos xiitas. São bárbaros e não devem ter direito à cidadania.

E Israel? Tem as mãos limpas? Bombardear uma comunidade de 2 milhões de pessoas, privá-las de água, eletricidade e alimentos… é defensável? Não vamos chegar a bom porto por estes mares.

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