Segunda-feira, Junho 8, 2026
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A geografia dos romances

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Estou, mesmo agora, agorinha, na livraria A-das-Artes, em Sines pela morrinha da tarde, a aproveitar o Sol desta cidade de que tanto se tem falado ultimamente, nem sempre pelas suas melhores razões. A ocasião é muito boa já que tenho muita história pessoal com a terra-mãe de Vasco da Gama. Esta é mais uma data na minha digressão a promover os meus livros que tem passado por várias livrarias, bibliotecas e escolas de norte a sul do país. Na época das redes sociais, com tanta conectividade e tão pouca conexão, há que ir ter com as pessoas.

Também houve apresentação em Alcobaça, no Books & Movies, onde amigos e conhecidos disseram que sim e encheram a esplanada da pastelaria Alcoa, onde, para além de falar do livro, falei da minha curiosa relação com esta cidade que se foi apropriando da minha paixão.

O Café Kanimambo, último romance, esgotou, porque não tive tempo de o repor, depois de uma data no dia anterior em Almada, onde vendi mais do que contava. Para além de vos pedir desculpa, anuncio, deste modo, que já tenho exemplares outra vez e podem-me contactar via jornal ou no meu perfil do Instagram, que terei todo o gosto em combinar uma entrega personalizada.

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Nesse fim de tarde, também desvelei o assunto e o cenário do meu próximo romance: será passado nos arredores de Alcobaça, no Oeste Português, e mais não conto porque seria não só prematuro, como estragaria a surpresa que deve chamar o leitor à sua missão de colorir o livro com as suas cores, memórias, esperanças e desventuras. Será também, assim o espero, curioso verificar como reagirão as pessoas que conviveram com as pessoas que desencantarei e colocarei na história, perante, sobretudo a minha inexperiência e o espanto que estas situações, que vocês tão bem conheceram, me provocam a mim, que tanto as desconhecia.

Porque, para mim, escrever é, ainda localizar, geograficamente o romance.

Nas regiões de que gosto, nas quais vivo e vivi. É uma sensação brutal ver as pessoas sobre as quais vamos escrever à porta de um supermercado, nem sempre fazendo a coisa certa, mas dos “bons” não rezam as histórias e quem é perfeito não tem entrada nos meus imperfeitos livros.

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