Terça-feira, Julho 14, 2026
Terça-feira, Julho 14, 2026

Feliz Ano Novo 2024, com saudades de 2023

Data:

Partilhar artigo:

As festividades do Ano Novo já lá vão. Agora, só há mais do mesmo para o ano. Se houver. Se gosto ou não destas festividades? Às vezes, sim; outras, não. É um negócio? Pois claro que é, mas, se quisermos rendermo-nos ao cinismo, acabaremos por concluir que quase tudo é isso mesmo: um negócio. Satisfeitos? Nem por isso: sabemos que, se nos quisermos martirizar, não faltarão razões para o uso do azorrague. Eu, porém, dispenso-o e, na contenda entre pessimistas e otimistas, estarei sempre do lado dos últimos. Sei, no entanto, que o otimismo irrita muita gente, a começar pelo nosso Chefe de Estado. Vê-se, porém, que está bem informado. Na verdade, segundo uma pesquisa da Associação Gallup International (GIA), de um modo geral, a maioria das pessoas, em todo o mundo, espera tempos conturbados. Razões não faltam para carregar o cenho: a Guerra na Ucrânia, a candidatura de Putin, a ação punitiva e desproporcionada de Israel, um Estado arrogante e armado até aos dentes, que vai matando e limpando tudo o que lhe aparece pela frente, “incluindo mulheres e crianças”. O Hamas é, por certo, um grupo terrorista e Israel sabe-o. Ora, sabendo isso, sabe também que muitos daqueles que elimina são gente inocente que nada tem a ver com a barbárie que ali se instalou, mas que são usados como escudos humanos. A despudorada tática israelita deve ter protegido as costas de Putin que já admite sem rebuço a legitimidade de levar o horror às praças públicas e lugares civis da Ucrânia. Porém, eu quero continuar a ser otimista: talvez os juros da habitação desçam, talvez março nos dê uma solução viável de governo, talvez a Europa assuma as suas responsabilidades e, ainda que seja cru, entenda que, por vezes, a paz não se atinge com pensamentos piedosos, mas com decisões corajosas: “Si vis pacem, para bellum” –(se queres a paz, prepara (-te para) a guerra)- já diziam os circunspectos romanos.

As saudades de 2023 têm que ver com as pessoas-símbolos que deixaram de andar por aí. E, sem dizer porquê, apenas recordarei aqueles e aquelas que, de algum modo, mais me desampararam: Rui Nabeiro, José Duarte, Rita Lee, Martin Amis, Tina Turner, José Mattoso, Milan Kundera, Carla Bley, Sinéad O’Connor, Shane McGowan e Jacques Delors: foi um privilégio ter passado parte da minha vida convosco.

AD Footer

Artigos Relacionados

Projeto recupera receitas tradicionais dos ex-Coutos

O Centro de Educação Especial, Reabilitação e Integração de Alcobaça (Ceeria) está a desenvolver, desde 2024, um projeto...

Vila de Aljubarrota recebe Medieval de 13 a 16 de agosto com recriações históricas e muita animação

Já há data para a Feira Medieval de Aljubarrota: de 13 a 16 de agosto, a vila regressa...

Museu reabre em setembro e relança futuro cultural do Sítio

O Museu Dr. Joaquim Manso deverá reabrir ao público no próximo dia 8 de setembro, feriado municipal da...

Taxa turística no valor de 1 euro por dormida é aplicada a partir de setembro no concelho

A taxa turística da Nazaré entra em vigor a 1 de setembro, depois de o respetivo regulamento ter...

Aceda ao conteúdo premium do Região de Cister!