Terça-feira, Fevereiro 24, 2026
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O que nos move numas legislativas

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há linhas vermelhas que não se devem cruzar, sob pena de perdermos a possibilidade de escolher

Susana Santos

A propósito destas eleições, hoje vi um cartoon que ilustrava uma formiga e uma cigarra e dizia: “com inveja da formiga a cigarra optou por votar no inseticida”.

Fiquei a pensar nisto e no que nos move quando votamos. Quero crer que, pelo menos um sentimento é comum a todos: a vontade de eleger quem tenha condições para melhorar as suas condições de vida.
A maioria das pessoas, felizmente, só considera que a sua vida pode melhorar, se melhorar também a sociedade em que vive. Se as pessoas – todas as pessoas – tiverem condições para viver com dignidade. Porque viver no maior conforto quando à sua volta se morre de fome, de frio ou falta de assistência, não é opção para um democrata.

Isto para não falar das consequências da desigualdade acentuada, onde uns têm tudo e outros nada, onde uns nascem e vivem para mandar e outros e estão condenados a obedecer. Creio que os governos, com mais ou menos intervenção, devem contribuir para atenuar as diferenças de oportunidades com que nascemos e que decorrem sobretudo do meio social, da geografia e da comunidade em que crescemos. Desde o século de Péricles, na antiga Grécia, que todos sabemos o que acontece à democracia quando se aprofundam as desigualdades: definha.

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É por isso que entrego ao estado exatamente metade do que consigo ganhar. Não é um terço, não é uma pequena percentagem. É metade. E o que espero em troca? Que o Estado gaste bem o que lhe entrego. Haverá quem não contribua? Haverá quem só recebe e nada retribui? Sim, mas sei que quem não contribui é porque não quer ou porque não pode. Eu sou solidária com ambos. Quem não pode merece o apoio dos que podem, quem não quer, precisa ainda de mais apoio, porque a falta de solidariedade o pode levar a votar no inseticida.

Não pretendo ser moralista, meus caros concidadãos, e procuro respeitar o pensamento de cada um, mas acredito mesmo que há linhas vermelhas que não se devem cruzar, sob pena de perdermos a possibilidade de escolher.

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