Pela segunda vez, o concurso público para a requalificação do pavilhão gimnodesportivo da freguesia de Famalicão não recebeu qualquer candidatura. Deu a conhecer a Câmara da Nazaré na reunião do executivo municipal, que decorreu no passado dia 31.
Este conteúdo é apenas para assinantes
A situação levou a equipa presidida por Manuel António Sequeira a anunciar a aquisição dos vários serviços de forma parcelar. Assim, equipamentos como o piso sintético vão ter adjudicação própria, tal como a edificação de balneários e sanitários.
“Queremos dotar o pavilhão das condições mínimas para o normal funcionamento a partir de setembro”, disse o vereador Orlando Rodrigues, numa alusão ao início do próximo ano letivo e à utilização do equipamento pela comunidade escolar.
A par dos alunos de Famalicão, o pavilhão será também para utilização das coletividades e instituições da freguesia. “O grande objetivo é colocar o pavilhão à disposição da comunidade escolar e das associações com as condições mínimas asseguradas”, garantiu o autarca.
A história do pavilhão de Famalicão é repleta de contratempos. Em dezembro último, a Junta de Freguesia anunciou que a empresa responsável pela execução da empreitada abandonou a obra. “Este desfecho marca mais um capítulo frustrante num processo que se arrasta há décadas, prejudicando o desenvolvimento social, desportivo e comunitário da nossa freguesia”, publicou, à data, o executivo de Famalicão, que não escondeu o sentimento de injustiça, ao acrescentar que “esta situação configura uma desigualdade brutal e inaceitável entre Famalicão e as freguesias da Nazaré e Valado dos Frades, que dispõem de infraestruturas desportivas adequadas”.
Na ocasião, o presidente da Câmara referiu que o empreiteiro se afastou da obra e que ia rescindir contrato. Os trabalhos estavam orçados em cerca de 250 mil euros e tinham prazo de execução de 180 dias. Seria, por isso, necessário novo contrato ou, eventualmente, novo concurso público para a empreitada, tendo Manuel Sequeira admitido que o pavilhão devia ter sido construído em simultâneo com o Centro Escolar de Famalicão.
Em fevereiro, em reunião de Câmara, o executivo deixou claro que o pavilhão não seria um multiusos, como chegou a defender a Junta de Freguesia. “Não podemos ter ali tasquinhas”, disse o presidente da Câmara.
O equipamento desportivo será climatizado para acolher alunos de escolas e atletas de associações, contando, para o efeito, com piso amovível. A plataforma poderá ser retirada quando se dinamizarem eventos.