A Câmara da Nazaré revelou que vai solicitar ao Governo um pedido formal para decretar estado de calamidade no concelho. A submissão do pedido, refere o município, surge na “a sequência dos elevados prejuízos provocados pela passagem da depressão Kristin na madrugada de quarta-feira”.
“As ocorrências registadas causaram danos significativos em equipamentos públicos e em propriedade privada, afetando infraestruturas essenciais, espaços públicos, habitações, atividades económicas e o normal funcionamento da vida comunitária, pelo que a dimensão e gravidade dos estragos ultrapassam claramente a capacidade de resposta normal do Município, configurando, como tal, uma situação excecional com forte impacto social e económico””, lê-se em comunicado.
Considerando “indispensável a ativação de mecanismos extraordinários de apoio, que permitam mobilizar meios adicionais”, a Câmara entende ser este o meio para “acelerar procedimentos administrativos e garantir os recursos necessários à reposição da normalidade e à recuperação dos prejuízos causado”.
Em nota pública, o Município sublinha estar no terreno, “assegurando a resposta à emergência e a salvaguarda de pessoas e bens”, apelando também à colaboração da população.
“As operações de limpeza e restabelecimento da normalidade poderão prolongar-se por vários dias e exigem um esforço coletivo, sempre dentro das condições de segurança definidas pelas autoridades, garantindo que continuará a informar a população de forma regular e transparente, mantendo como prioridade absoluta a segurança das pessoas, a proteção dos bens e a rápida recuperação do concelho”, refere a missiva.
Refira-se que na sequência do mau tempo provocado pela depressão Kristin, durante a madrugada desta quarta-feira, a Câmara da Nazaré decidiu ativar o Plano Municipal de Emergência, encerrando, por precaução, de alguns equipamentos municipais – nomeadamente o mercado municipal, as piscinas, os pavilhões desportivos, a Biblioteca Municipal José Soares, o Centro Cultural e o ATL.


