Depois de anos de falta de investimento no Mercado Municipal da Nazaré, e depois dos danos provocados pela tempestade Kristin, que obrigaram ao encerramento do espaço para obras e à deslocalização temporária dos comerciantes para o Centro Cultural da Nazaré, na antiga lota, a reabertura do mercado, na passada sexta-feira, assinala uma nova fase. É neste contexto que surge o projeto “Vamos à Praça”, uma iniciativa através da qual a Câmara quer devolver dinamismo a um equipamento central no quotidiano da vila.
Este conteúdo é apenas para assinantes
Na reabertura, o Mercado recebeu demonstrações de cursos do Externato D. Fuas Roupinho, de esteticista e farmácia, bem como um showcooking da Escola Profissional da Nazaré, com recurso a produtos cedidos pelos comerciantes.
Em declarações ao REGIÃO DE CISTER, a vereadora com o pelouro do mercado, Fátima Lourenço, explica que a dinamização do espaço já estava nos planos do atual executivo e que essa vontade ganhou novo fôlego com a reabertura do mercado requalificado. Como resume, “já era pretensão do novo executivo dinamizar o mercado, ainda mais agora com a reabertura do espaço requalificado”.
A autarca enquadra o projeto como uma forma de valorizar um equipamento que continua a ocupar um lugar importante no quotidiano e na memória coletiva da população nazarena, mas também de o tornar mais apelativo para quem visita a vila e de reforçar a capacidade de gerar atividade económica. O objetivo, sustenta, é recuperar a centralidade do mercado enquanto ponto de encontro, de comércio local e de vivência comunitária.
As atividades previstas foram pensadas de forma articulada entre várias áreas do município, num cruzamento entre saúde, bem-estar, qualidade de vida, nutrição, educação e cultura. Segundo Fátima Lourenço, esse trabalho conjunto permitiu dar “especial enfase à valorização da qualidade dos produtos locais comercializados no mercado”, através de iniciativas como o showcooking, mas também abrir espaço à promoção de artistas locais e à divulgação de respostas ligadas à saúde e ao bem-estar existentes no concelho.
A escolha da programação teve ainda em conta o perfil de quem habitualmente frequenta o mercado, procurando responder aos interesses desse público sem perder de vista a identidade local e a promoção de hábitos de vida saudáveis. A intenção da Câmara é que o projeto ajude a aproximar residentes, produtores, comerciantes e visitantes, tornando o mercado mais vivo e mais presente no dia a dia da comunidade.
Quanto ao impacto esperado, a vereadora admite uma expectativa positiva, defendendo que a iniciativa poderá tornar o espaço mais apelativo, funcional e acolhedor, contribuindo para uma maior afluência de utilizadores e visitantes. “Um mercado mais ativo e organizado traduz-se numa maior procura, num aumento das vendas e numa relação mais próxima entre comerciantes, produtores e consumidores”, afirma.
Além da componente económica, a Câmara quer também reforçar a dimensão social e cultural do mercado, afirmando-o como um espaço onde se valorizam e divulgam a identidade, as tradições e os produtos locais. A ambição é consolidá-lo como um ponto central da vida económica, social e cultural da comunidade nazarena. “Se o objetivo desta iniciativa for alcançado, estão criadas as condições para a sua continuação no futuro”, acredita a autarca.


