A proposta de alteração ao regulamento da futura taxa turística da Nazaré foi aprovada na reunião de Câmara de 7 de abril e ficou marcada por uma situação inédita. A votação acabou por ser feita por apenas dois membros do executivo, depois de se verificar que quase todos os restantes autarcas estavam impedidos de participar por terem, eles próprios ou familiares diretos, interesses ligados ao alojamento local.
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A condução do processo ficou nas mãos da vereadora do PS, Vanda Santos. Numa deliberação invulgar, a socialista e a vereadora do Chega, Lúcia Loureiro, acabaram por assegurar a aprovação das normas de uma das medidas com maior impacto político e económico no concelho. Em causa está a criação de uma taxa municipal turística de um euro por dormida, aplicável a hóspedes com 12 ou mais anos, até ao máximo de cinco noites consecutivas, em todas as unidades de alojamento turístico do concelho, incluindo hotéis, alojamento local, turismo rural e parques de campismo e caravanismo. A cobrança deverá ser feita durante todo o ano.
A autarquia defende que a receita da taxa deverá servir para financiar investimentos ligados à atividade turística e à qualidade de vida no concelho, incluindo limpeza urbana, manutenção do espaço público, preservação ambiental, dinamização cultural e outras intervenções com impacto direto ou indireto no turismo. O município estima em 248.981 o número de dormidas registadas em 2025 e calcula em 1,247 milhões de euros o custo imputável à pressão turística sobre várias áreas de atividade municipal.

