A Câmara de Alcobaça anunciou os incentivos à cultura para este ano, com um reforço significativo face ao período anterior: o programa de apoio ao associativismo cultural na região conta agora com uma dotação inicial de 250 mil euros, valor mais alto dos últimos anos.
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Fazendo um balanço dos anos anteriores, entre 2017 e 2022, o valor manteve-se inalterado, fixando-se nos 108 mil euros. Posteriormente, no ano de 2023, o valor inicial foi, também ele, de 108 mil euros, sendo que a autarquia teve de o reforçar com um acréscimo de 18 mil euros, o que perfez um total de 126 mil euros. Em 2024, o valor inicial fixou-se nos 126 mil euros, sendo que, depois de um reforço de 14 mil euros, totalizou os 140 mil euros de investimento na cultura. No ano passado, 2025, o valor inicial aprovado pela autarquia foi de 126 mil euros para fazer face às necessidades, não tendo sido possível apurar junto do município se houve um reforço da verba.
Perante este cenário, de necessidade de reforçar os valores iniciais, o executivo liderado por Hermínio Rodrigues, optou, este ano, por aumentar a verba inicial disponível, evitando recorrer a reforços intercalares.
A decisão tem mais do que uma motivação. A vereadora da Cultura, Paula Malojo, explicou ao REGIÃO DE CISTER que o aumento “visa poder apoiar mais entidades culturais, bem como ajustar o programa à evolução inflacionária da economia”.
A autarca acrescentou que, num contexto pós-tempestade Kristin, o reforço pretende ainda “contribuir para um apoio mais efetivo a entidades que também sofreram graves prejuízos” com as referidas intempéries.
Com esta medida, o Município afirma reconhecer “o papel essencial que as entidades culturais e artísticas têm na dinâmica das comunidades e na coesão social e económica do território”. Para o executivo, trata-se de “um investimento na felicidade das populações, no desenvolvimento territorial e na salvaguarda de patrimónios materiais e imateriais identitários do concelho”, aponta.
O aumento do valor nos últimos três anos prende-se com o facto de o executivo considerar a cultura como “um instrumento essencial para o incentivo à atividade artística do concelho, numa lógica de promoção da felicidade”.



