Alcobaça foi uma das zonas abrangidas por uma operação policial de grande dimensão, desencadeada a 7 de julho pela Polícia Judiciária (PJ), através da Diretoria do Centro, que teve ainda lugar em Cantanhede, Pombal e Porto. A ação policial teve como objetivo o desmantelamento de um grupo de criminosos organizado dedicado à prática reiterada de crimes de auxílio à imigração ilegal, associação de auxílio à imigração ilegal, corrupção, branqueamento de capitais e falsificação de documentos.
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De acordo com a PJ, a investigação teve início em setembro de 2025 e apurou que o grupo se dedicava, ao longo de vários anos, à legalização fraudulenta de milhares de cidadãos estrangeiros em Portugal, recorrendo a estratégias elaboradas para dissimular a atuação e enganar diversas instituições do Estado. Os imigrantes, na expectativa de uma vida melhor, pagavam elevadas quantias para obter documentação necessária aos processos de regularização, muitos deles vivendo e trabalhando noutros países europeus, embora figurassem, perante a Autoridade Tributária e a Segurança Social, como exercendo atividade profissional em Portugal.
Foram realizadas, no total, 16 buscas nas quatro zonas envolvidas, das quais resultou a apreensão de um vasto acervo documental relacionado com processos de regularização irregular, equipamento informático, três armas de fogo e cerca de 50 mil euros, revela a mesma fonte.
Na operação participaram cerca de 90 inspetores e especialistas da PJ, com colaboração da Diretoria do Norte, dos Departamentos de Investigação Criminal de Aveiro, Leiria e Guarda, e das Unidades de Perícia Tecnológica e Informática, de Perícia Financeira e Contabilística e de Armamento e Segurança.
Os detidos, com idades entre os 33 e os 55 anos, não tinham antecedentes criminais. Já foram presentes a primeiro interrogatório, mas não foram ainda divulgadas as medidas de coação aplicadas.


