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A Confraria de Nossa Senhora da Nazaré quer criar uma rede internacional que aproxime os mais de 400 lugares espalhados pelo mundo onde está identificada a devoção à Virgem da Nazaré. A ambição ganha novo impulso com o Congresso Internacional de Santuários Marianos, que decorre entre 12 e 14 de novembro e termina precisamente na Nazaré.
“Queremos identificar, aproximar e criar pontes entre esses lugares de devoção, promovendo contactos, investigação, intercâmbio e iniciativas conjuntas”, revela ao REGIÃO DE CISTER o presidente da Confraria de Nossa Senhora da Nazaré, Nuno Batalha, que aponta como objetivo a construção de “uma verdadeira rede internacional ligada à devoção a Nossa Senhora da Nazaré”.
O encontro é promovido pelos santuários de Fátima e da Nazaré e reúne representantes de Guadalupe, no México, Nazaré e Aparecida, no Brasil, Lourdes, em França, além dos dois santuários portugueses.
Estão identificados mais de 400 lugares, em vários continentes, onde a devoção chegou a partir da Nazaré, acompanhando navegadores, missionários, emigrantes e comunidades portuguesas. Um dos exemplos mais expressivos é o Círio de Nazaré, em Belém do Pará, no Brasil, que mobiliza milhões de pessoas. “Quando percebemos que uma devoção com origem neste pequeno território português atravessou oceanos, chegou a diferentes continentes e continua viva em centenas de lugares, percebemos também a dimensão do património que temos nas mãos”, considera Nuno Batalha.
A Confraria integra a organização do congresso e o seu presidente participa na sessão de abertura, dia 12, em Fátima. Nesse mesmo dia, a pastoral do Santuário da Nazaré será apresentada num painel com representantes de Guadalupe e de Nazaré, no Brasil.
A jornada de encerramento decorre a 14 de novembro, na Nazaré, com destaque para a conferência de Pedro Penteado, do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa, dedicada ao culto mariano global com génese na Nazaré. O programa inclui ainda uma intervenção sobre Nossa Senhora de Fátima, uma visita ao Santuário e um apontamento musical no Teatro Chaby Pinheiro.
Para o presidente da Confraria, receber o encerramento representa também um reconhecimento da importância de um Santuário cuja devoção mariana remonta a 1182, pelo que considera existir a responsabilidade de preservar, estudar e divulgar esse legado.
Nuno Batalha espera ainda que o congresso contribua para reforçar as ligações internacionais, atrair mais peregrinos e valorizar a história local. “Gostaria que este Congresso contribuísse para devolver ao Santuário de Nossa Senhora da Nazaré a projeção nacional e internacional que a sua história justifica”, admite.
Se o encontro permitir fortalecer essas ligações, incentivar o estudo da história e aumentar a consciência dos próprios nazarenos sobre a importância deste património, “então estaremos a deixar um legado que irá muito para além dos dias do Congresso”, antevê o presidente da Confraria.


