A edição deste ano das Festas de Santo António, que se realizaram na Avenida Marginal de São Martinho do Porto, ficou marcada como uma das edições mais participadas dos últimos anos. Ao longo de onze dias de programa, a afluência de público foi “extremamente significativa”, superando as expectativas da organização. O balanço é feito pelo presidente da Junta em declarações ao REGIÃO DE CISTER. “As Festas de Santo António 2026 superaram as expectativas e destacaram-se como uma das edições com maior afluência de público dos últimos anos”, sublinhou Nuno Vieira.
Este conteúdo é apenas para assinantes
Com um orçamento de 115 mil euros, suportado integralmente pela Junta de Freguesia, sem recurso a apoios da Câmara ou patrocinadores, a organização apostou numa programação diversificada como estratégia deliberada para chegar a diferentes faixas etárias e gostos. Toy, Nininho Vaz Maia, Maxi e Tio Jel foram alguns dos nomes em destaque num cartaz que, segundo o autarca da freguesia, “resultou plenamente”. “Contámos com um leque de artistas de grande qualidade e muito diversificado, capaz de atrair diferentes faixas etárias e gostos musicais”, afirmou o presidente.
Dois momentos sobressaíram pela dimensão e pelo entusiasmo gerados. A noite de Nininho Vaz Maia “reuniu milhares de visitantes e proporcionou um dos momentos mais marcantes desta edição”, enquanto a tarde do Domingão da SIC registou “uma enorme afluência de público e um ambiente de grande entusiasmo”, nas palavras do autarca de São Martinho.
A estratégia de diversificação do programa, assumidamente intencional, revelou-se, assim, um dos fatores determinantes para o sucesso desta edição. Mas as Festas de Santo António não se resumem ao entretenimento. A Procissão ao Mar continua a ser um dos momentos mais emblemáticos e identitários de São Martinho do Porto e Nuno Vieira garante que assim continuará. “Trata-se de uma tradição com muitos anos de história, que tem sido preservada e transmitida de geração em geração, mantendo viva a ligação da comunidade ao mar e às suas raízes”, declarou. O presidente da Junta notou ainda que a procissão tem vindo a atrair “cada vez mais público, incluindo visitantes que procuram conhecer e vivenciar uma das tradições mais genuínas e marcantes” da vila, um sinal de que o evento vai além da comunidade local e ganha projeção enquanto atração cultural e religiosa.
O impacto económico dos onze dias de festa fez-se sentir também no comércio local e na restauração.
As Festas de Santo António marcam tradicionalmente o início da época balnear em São Martinho do Porto, e esta edição não foi exceção. Nuno Vieira considera que o balanço foi “bastante positivo”, sublinhando que as celebrações “contribuíram para dinamizar a economia local” e representaram “um arranque muito positivo para a época balnear”. O aumento do movimento registado nos estabelecimentos locais ao longo dos onze dias reflete, de acordo com o autarca, o potencial das festas como motor de dinamização económica da vila.


