Agressor de companheira fica em prisão domiciliária

Um homem, de 38 anos, ficou em prisão preventiva, na sequência do primeiro interrogatório judicial, relacionado com a prática do crime de violência doméstica agravada contra a companheira. Os factos ocorreram a 29 de dezembro na residência do casal, no concelho de Alcobaça, na presença da filha menor.

Segundo o Ministério Público, o homem entrou na habitação em claro estado de embriaguez e iniciou uma violenta discussão com a vítima, dirigindo-lhe “palavras ofensivas, humilhantes e intimidatórias”. Com o intuito de escapar a uma “nova e quase certa agressão física”, a vítima refugiou-se num quarto da habitação com a filha menor. O arguido abandonou a residência, regressando algum tempo depois para instigar uma nova discussão na sequência da qual partiu vários objetos presentes na residência.“Quando a vítima o confrontou com a sua atitude, o arguido desferiu-lhe um murro no maxilar direito e um murro no nariz (provocando-lhe uma fratura no maxilar e outra nos ossos do nariz), abandonando o local de seguida”, afirma a acusação.

Perante o rol de acusações, o arguido foi condenado pela prática de vários crimes, designadamente, de ofensa à integridade física, ameaça, injúria, roubo e condução de veículo em estado de embriaguez. Como medidas de coação, o tribunal determinou que o arguido deve permanecer na habitação dos pais, monitorizado através de meios técnicos de controlo à distância, estando ainda proibido de se aproximar e de contactar, por qualquer meio, com a vítima.

O agressor deve, ainda, rea­lizar um tratamento médico referente a dependência alcoólica e frequentar curso para agressores de violência doméstica. Enquanto não forem instalados os meios de vigilância eletrónica e até ao início da sua execução, o tribunal decidiu manter o arguido regime de prisão preventiva.