Reclamada classificação do Mosteiro de Coz como Monumento Nacional

O presidente da Câmara de Alcobaça considera “inacreditável” o adiamento e a “falta de respostas” da Direção Geral do Património Cultural (DGPC) sobre a candidatura do Mosteiro de Coz a Monumento Nacional. Paulo Inácio exige uma posição por parte da entidade sobre o tema, que foi abordado na última sessão do executivo municipal.

“A resposta até agora foi um ‘nim’. Dizem que está em estudo e em averiguações, mas já é mais do que tempo de fazer este ‘upgrade’ ao monumento que já é de interesse público e que tem tanta ligação ao Mosteiro de Alcobaça”, sublinhou o autarca. Para o chefe do executivo municipal, “é inacreditável como é que o Mosteiro de Coz ainda não é Monumento Nacional”.

O presidente da Câmara lamenta que no concelho apenas a Capela do Desterro, no Mosteiro, que ficou fora da candidatura a Património Mundial da UNESCO, e a Igreja da Vestiaria, com o seu Pórtico Manuelino, constem na lista de monumentos nacionais, sobretudo tendo em conta todo o “potencial em termos de património histórico” de Alcobaça.

Paulo Inácio entende que esta revisão da classificação é urgente, considerando o valor histórico e artístico da talha dourada, da azulejaria e do revestimento dos tetos que se encontram em Coz. ”Percebo que há pressupostos de lei que têm de ser cumpridos, mas o Mosteiro de Coz não ser Monumento Nacional? É mesmo reconhecer que não há meios, nem funcionários, nada... então deixa-se estar o assunto no vazio”, lamenta Paulo Inácio, que aguarda uma resposta desde que entregou publicamente um dossiê para elevação do Mosteiro ao então ministro da Cultura, João Soares, a propósito de uma visita ao monumento, em fevereiro de 2016.

A opinião é partilhada por Carlos Bonifácio (CDS-PP), que reforça os “muitos estudos e historiadores com nome do Mosteiro de Coz” que podem ser “aliados da Câmara” nesta candidatura. “Essa questão tem de ser agarrada. Há que chamar historiadores a pronunciarem-se sobre o edifício e o assunto deve ser levado até as últimas consequências e de forma determinada por parte da Câmara”, notou o vereador.

A questão surgiu depois de César Santos (PS) ter questionado Paulo Inácio sobre a classificação do interesse municipal em vários edifícios do concelho, nomeadamente a fachada da Olaria de Alcobaça. “Se não dermos importância ao que é nosso não podemos estar à espera que o Governo o faça“, notou o vereador.

A DGPC ainda não respondeu ao pedido de esclarecimentos feito pelo Região de Cister.