Sumos naturais juntam-se à fruta desidratada da Alitec

Sumos há muitos, sumos naturais embalados numa bag-in-box em Portugal só os da Alitec. A empresa, sediada na Área de Localização Empresarial de Valado dos Frades, colocou no mercado, no final de 2020, uma nova linha de sumos de Maçã de Alcobaça, complementando o negócio da fruta desidratada.

“A maçã é triturada, prensada e filtrada. E é aqui que está a diferença para os outros sumos naturais que existem. Em vez de ser através de um processo exclusivo a frio, de hiperpressão, a fruta também é homogeneizada”, explica o diretor de produção dos sumos da Alitec. Além disso, o prazo de validade é mais extenso e pode ser conservado à temperatura ambiente. “Uma vez que está acondicionado numa embalagam bag-in-box o sumo dura até três meses, estando a ser estudado uma nova pasteurização que prolonga até cinco meses. Na embalagem bag- in-box, só sai sumo, nunca entra oxigénio, o que permite a maior conservação”, acrescenta Salomão Figueiredo, que implementou na empresa um conceito que conhecia de Áustria através de uma consultoria com a Alitec.

Maçã de Alcobaça, Maçã de Alcobaça e framboesa, Maçã de Alcobaça e Pera Rocha do Oeste são os sabores já disponíveis dos sumos à venda nos hipermercados Continente, Intermarché, Lidl e Auchan e mercado tradicional da região. Por mês estão a ser produzidos 80 mil litros de sumo, ou seja, 120 toneladas de fruta feia, fornecida pela Campotec e Narcfrutas, mas a empresa tem uma capacidade instalada para  200 mil litros.

“A Alitec surge pela necessidade de transformar para criar valor. Ao consumidor é necessário produzir comodidade e novas formas de consumir e às empresas é necessário aproveitar o desperdício”, constata Jorge Soares, presidente do Conselho de Administração da Alitec.

Depois do sucesso do negócio da fruta desidratada - Maçã De Alcobaça IGP e Pera Rocha do Oeste DOP - que já chegou a mercados externos como Israel, canadá, Espanha e Coreia do Sul, como snack e matéria-prima para indústria alimentar, a Alitec fez um “desvio feliz” com os sumos naturais, na sequência do projeto apresentado por Salomão Figueiredo.

Está ainda a ser estudada uma terceira linha de produtos, que será lançada ainda este ano, que passa pela criação de uma farinha de maçã “super-poderosa” com o desperdício da fruta desidratada. “Será uma farinha alimentar funcional para abastecer a industria alimentar, o consumidor final e que será ainda utilizada para os nossos cookies, através de um projeto que a Alitec venceu na Academia do Continente”, sublinha Jorge Soares, também presidente da Associação de Produtores da Maçã de Alcobaça.

Num investimento já superior aos 2,5 milhões de euros desde a criação da empresa em 2019, e empregando dez colaboradores, a Alitec estima aumentar a produção para o dobro até final deste ano, até porque a empresa tem capacidade para transformar toda a fruta feia do Oeste.