Ao sabor da maré

Ser feliz

Augusto Cury diz-nos que a felicidade está ao alcance de todos. Para alcançá-la basta aprender a treinar as emoções. Parece simples. Será que é? Se de imediato considerou que é um processo difícil, saiba que não está errado. É por isso que requer treino e empenho. Mas repare; Cury mostra-nos que somos capazes, porque, na verdade, todos já realizámos o feito mais difícil de todos – “já vencemos a mais árdua corrida disputada por um ser vivo” – mas que corrida é esta, perguntam? É a corrida da vida. “Fecundámos o óvulo e dividimo-nos milhões de vezes até nos tornarmos um ser inteligente”. Portanto, segundo o psicoterapeuta, “jamais nos devemos sentir inferiores ou menos capazes”, ao fazê-lo injustiçamos a própria vida. Sequencialmente, Cury confronta-nos com a questão: “Sabe o que pensou na corrida da vida? Nada! Você ainda não pensava! Se pensasse talvez tivesse desistido. O passo mais importante da vida foi dado na ausência de ideias”.

É nesta revelação esclarecedora que Cury fundamenta a importância da gestão dos pensamentos e das emoções inerentes, por ser uma ação que não se dissocia da construção da felicidade. O autor considera que “sempre que pensamos num obstáculo, ele paralisa-nos (...) pensar com lucidez é necessário (obviamente), mas pensar excessivamente nas dificuldades que atravessamos trava a inteligência e rouba a esperança”. Cury considera que pensamos muito e sentimos pouco. Mas é preciso saber “sentir”, refere. É urgente “aprender a navegar nas águas da emoção”; e admitindo que não é fácil, questiona-nos novamente: “Por que razão têm aumentado as doenças psíquicas? Nunca tivemos uma indústria de lazer tão grande e um Homem tão triste”.

Na atualidade impera a “ansiedade, irritabilidade, alteração do sono, fadiga excessiva – o caos da saúde emocional”. Vivemos sufocados por ideias negativas. Cury mostra-nos que temos o poder de gerir as “ideias negativas que nos perturbam silenciosamente para que estas não nos aprisionem a emoção”. É nesta gestão que reside a felicidade. Até à próxima maré... até lá, “treine muito” e seja FELIZ!