Sábado, Novembro 7, 2026
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Câmara estuda intervenção no saibro junto ao Mosteiro de Alcobaça

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A Câmara de Alcobaça solicitou à Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) apoio técnico no sentido de encontrar uma alternativa para o saibro que foi instalado em 2005, num projeto dos arquitetos Gonçalo Byrne e João Falcão de Campos, no âmbito da requalificação da zona envolvente do Mosteiro.

 

A Câmara de Alcobaça solicitou à Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) apoio técnico no sentido de encontrar uma alternativa para o saibro que foi instalado em 2005, num projeto dos arquitetos Gonçalo Byrne e João Falcão de Campos, no âmbito da requalificação da zona envolvente do Mosteiro.

“Houve uma conversa e uma comunicação por escrito em resultado dessa conversa, a pedir aconselhamento técnico para que haja um entendimento. Queremos que nos digam qual é a melhor maneira de resolver o problema”, salientou Paulo Inácio, para quem existe “uma boa oportunidade” para resolver os problemas que se fazem sentir na Praça 25 de Abril e na Praça D. Afonso Henrique, “em conjunto com a DGPC e com o arquiteto”.

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Em causa estão 8.000 m2 de saibro nas duas praças, que já foram instalados por duas vezes, mas cujos problemas estruturais permanecem. 

A falta de manutenção do piso foi apontada pelo vereador Carlos Bonifácio (CDS/PP) como a principal pecha da implantação do saibro, bem como a falta de aplicação de “uma cola que impediria a propagação do pó”. O antigo vice de Gonçalves Sapinho reconheceu que a aplicação do primeiro saibro “foi um erro”, mas considera que com o segundo os problemas podiam ter sido mitigados. A poeira já terá levado, inclusivamente, a própria diretora do monumento, Ana Pagará, a informar a tutela dos danos causados no monumento pelo pó, pelo que a DGPC pretenderá ajudar a resolver o problema.

Neste sentido, a autarquia admite a possibilidade de substituir o saibro por um pavimento em terraway, solução encontrada pela DGPC para instalar na antecâmara da Sala das Conclusões e que, do ponto de vista do impacto visual, mantém intacto o desenho do gabinete de Gonçalo Byrne. “Com algum esforço financeiro resolve-se este problema, mas apenas se for de forma estrutural”, reforçou Paulo Inácio.

Questionado por César Santos (PS) sobre a responsabilidade da manutenção do saibro, Paulo Inácio assumiu que pertence à Câmara, mas que pretende centrar energias a “pensar na solução estrutural” com a DGPC. “Percebemos a intenção do arquiteto, de proporcionar um revivalismo, o contacto com a terra, mas há impactos que têm de ser corrigidos”, frisou o chefe do executivo.

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