Segunda-feira, Março 30, 2026
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Pelouro da felicidade

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Para começar: nesta coluna não quero dizer mal de Alcobaça, mas, sem dúvida, que a nossa cidade seja cada vez melhor.

Adiante, penso que nos equivocamos quando conjugamos o verbo “ser feliz”. Ninguém é completamente feliz.

Por isso, devemos sempre ter o cuidado de não usar o verbo ser, mas o verbo estar. Estar feliz está ao nosso alcance. Ser feliz…nem por isso. E o que nos faz feliz? Ninguém sabe. É por tentativa e erro.

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Exemplo: não subir aquela rua, depois da entrada de artistas do Cine-teatro, ouvi o som de uma orquestra a afinar. Não pude ir à noite ver o espetáculo, mas, estive feliz durante aquele minuto que fiquei ali parado a ouvir o prelúdio da melodia: a afinação. Esta semana, também estaremos felizes a ouvir conversas entre escritores, a ler livros, a ver concertos, a ouvir histórias, enfim, a acumular memória para aqueles dias de chuva cá dentro, quando não conseguimos nem estar, nem ser felizes.

A acabar: uma pergunta que anda na boca de muita gente nas redes sociais, bem, não é mesma uma pergunta, só uma má insinuação: para que serve a arte, a cultura, o intangível, as cordas de um violoncelo, as palavras de um escritor, as notas de um professor? Para que servem as festas, os encontros, os festivais, os recitais, os clubes? Para que serve a comoção, o arrepio, o deslumbramento, o conhecer, o encontrar?

Para ajudar a conjugar o verbo certo (estar feliz) e para nos poupar ao inverno nuclear que é a política e a economia com que agora tudo medimos, com que agora tudo poluímos.

A nossa legitima defesa é tão e somente estarmos felizes, nem que seja num minuto, na rua, a ouvir um violino a afinar.

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